Há vinte anos, município paulista com aproximadamente 20 mil habitantes apresenta chapa sem concorrência para prefeito
Em meio a tantas notícias ruins no campo político, um município brasileiro vem se destacando pela decência no trato da coisa pública, o que parece impossível nos dias de hoje. Parece, mas não é! Nesse lugar, região da Alta Paulista, somente dois grupos vem se intercalando na administração municipal. O modelo serve para outros lugares, onde o sucesso é alcançado por conta da responsabilidade administrativa na elaboração e execução dos projetos, principalmente com a planilha financeira.
Esse projeto foi apresentado no primeiro mandato do atual prefeito Hélio Aparecido Mendes Furini que governou por oito anos. Em seguida seu sucessor, Osmar Pinatto, entrou mais oito anos e não mexeu no sistema e retornou para Hélio Furini novamente.
Quando do início os moradores ficaram receosos, mas que, com o sim nas urnas, a execução do mesmo nessas três legislaturas, se transformou numa das mais aceitáveis belas propostas. Tanto Osmar, como o atual Hélio, são tucanos, advogados, mas poderiam ser de qualquer outra sigla, pois o que interessa é o bom desempenho de ambos na prefeitura municipal.
Uma das prioridades da gestão é a transparência. A promessa emplacou e de seis em seis meses é apresentado balancete do que entra e do que sai dos cofres públicos, onde é investido, quando os moradores participam e podem dirimir duvidas. O sistema vem dando certo, tanto que nas últimas eleições não houve disputa para prefeito, ou seja, a oposição não encontrou espaço para qualquer discurso ou proposta contrária.
Bom seria se esse belo exemplo fosse seguido nos municípios. Hoje o que se vê é falta de compromisso na gestão da máquina e com o dinheiro público. A coisa pública tornou-se coisa de ninguém. É o descaso, a falta de compromisso e a roubalheira escancarada. Em Junqueirópolis é tudo certinho? Claro que não! Porém a corrupção pelo que se mostra passa a léguas de distância da bucólica cidade.
Atualmente o sistema falimentar faz parte da realidade da maioria dos mais de cinco mil municípios brasileiros, a onda gigante nasceu pequena, mas no afã de controlar no nascedouro os acertos espúrios, a teimosia e falta de diálogo, fizeram com que cada vez mais a cratera econômica fosse se abrindo rapidamente, sem controle, apesar das inúmeras tentativas.
Tem jeito, basta os governantes, principalmente os que estão chegando, entender que não vão resolver os problemas de um dia para o outro, mas saber dosar os gastos, e, sobretudo, aplicar recursos dentro de uma planilha justa, a conta tem que fechar no final. Não se pode apresentar uma peça orçamentaria e ultrapassá-la deliberadamente.
Em tempo: não conheço Junqueirópolis, não conheço o prefeito atual e nem o anterior, não tenho procuração para falar pelo município, simplesmente minha veia jornalística aguçou ao ouvir um grupo de moradores preocupados com a sucessão municipal, quando grupos estão se mobilizando para tentar quebrar a realidade vigente.
Nessas quase duas décadas, os servidores municipais jamais receberam seus vencimentos sem ser na data estabelecida pelos governantes: último dia útil de cada mês e toda estrutura funciona azeitada dentro do limite. Pauta positiva como esta nos leva a fazer uma reflexão de que realmente vale a pena investir no bem.
Que os futuros governantes peguem como exemplo esse modelo, e que possam auxiliar no nível educacional das futuras gerações. E o sucesso alcançado na política nessa cidade do interior paulista goza de prestigio e harmonia entre prefeito, vice-prefeito, os noves vereadores da Câmara Municipal, secretários, assessores, entidades de classe, dentre outros.
A emancipação politico-administrativamente do Munícipio ocorreu em 13 de junho de 1945. Neste ano, ao completar os 71 (septuagésimo primeiro ano), que mais a população almeja é a reeleição do atual Hélio Furini ou mesmo que vença e tenha oposição o cerne do foco administrativo seja o mesmo.
Wikipédia
Junqueirópolis, São Paulo. Os habitantes se chamam junqueiropolenses.
O município se estende por 583 km² e contava com 18 726 habitantes no último censo. A densidade demográfica é de 32,1 habitantes por km² no território do município.
Vizinho dos municípios de Irapuru, Dracena e Emilianópolis, Junqueirópolis se situa a 10 km a Sul-Leste de Dracena, a maior cidade nos arredores.
* O autor é Jornalista [email protected]