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Opinião

Uma cidade em (re) construção

07 de março 2021 - 15h50 Por CLÓVIS DE OLIVEIRA
Uma cidade em (re) construção

Construir uma cidade é tarefa fácil? Alguns dirão que sim, basta que se encontre um benemérito ao estilo dos Marcelino e dos Teixeira Alves, como relatam os antigos para o início do povoado dos Dourados, que depois se transformou nessa pujante cidade, agora cambaleante depois de tantos solavancos ao longo dos últimos 85 anos.

De 1935 prá cá, convenhamos, muita coisa mudou. Tivemos até uma Guerra Mundial pelo meio, com efeitos ainda que menos devastadores, considerando a realidade local, quando a pandemia do novo coronavírus já nos tirou 267 vidas, conforme o boletim do primeiro domingo do mês e mantém cerca de 1200 pessoas em tratamento isolado.

Falar em (re) construção, com essas duas primeiras palavrinhas entre parênteses, pode significar o tamanho de uma dificuldade, ou o desafio, que alguém pode estar disposto a enfrentar, ou enfrentando no tempo presente, para – no nosso caso – começar a reconstruir Dourados depois dos tempos owariuragânicos, para nos limitarmos a esse período de três anos perdidos, de consequências tsunâmicas.

Para medir a dimensão do desafio que é gerenciar Dourados, basta sopesar o tempo - 15 anos! – que levou pra ficar pronta a primeira fase das obras do HMC, o Hospital da Mulher e da Criança, obra vital para salvar vidas e introduzir novas vidas, conforme o relato do ‘pai da criança’: - Trata-se de uma conquista histórica, foi uma luta que iniciamos em 2007, com o início das obras em 2017 (Geraldo Resende).

Como se vê, enquanto houver vida, haverá esperança!

* É Editor de Conteúdo no DOURANEWS