luiz antonio artigo
Acho que as pessoas que querem tirar o Lula do poder deveriam se dividir em dois grupos. O primeiro seria aquele grupo que entende que houve fraude nas eleições e que deveria ir buscar provas disso e ir lutar para que as eleições sejam canceladas (o que nunca houve na nossa história). Eu, pessoalmente, gostaria de me juntar a um segundo grupo formado por uma oposição consciente que entende que Lula, sua ideologia, sua desonestidade e tudo aquilo de ruim que ele traz consigo não podem continuar governando o país. Quero tentar tirá-lo de lá daqui a quatro anos. Mas gostaria de fazê-lo democraticamente através de eleições.
Alguns dizem que nossa democracia não é perfeita e eu concordo. Mas será que existe alguma democracia que seja perfeita? Será que o problema da nossa democracia não é que ela é muito jovem e precisa evoluir? Será que pedir intervenção militar é a forma correta de melhorá-la?
Fico me perguntando como foi que conseguimos chegar a esse ponto. Elegemos Lula duas vezes. Elegemos a Dilma duas vezes também. E agora voltamos a eleger o Lula. Mas, quando vejo a elite do nosso país fazendo procissões, quase que de joelhos, indo bater a porta de quartéis implorando que os soldados os salvem como se fossem donzelas indefesas, começo a entender a resposta.
Passamos 4 anos aplaudindo um destemperado. Não digo que seja desonesto, mas com certeza uma pessoa muito abaixo dos padrões que o cargo exige. Nas vezes em que ele tomava medidas e atitudes corretas, por menores que fossem, era aplaudido como se fosse um grande estadista (coisa que ele nunca chegou perto de ser). E quando fez suas lambanças (que não foram poucas) era aclamado como “Mito”.
Resultado: como nós que o elegemos não colocamos freio nos seus rompantes, e não lhe demos balizamento necessário para conduzir o país, conseguimos fazer em 4 anos aquilo que a esquerda levou 16 para conseguir, ou seja, entregar o poder para a oposição. Convenhamos: depois do desastre que foi para o país aqueles 14 anos de governo petista seria preciso ser muito incompetente para conseguir isso. Bastava só fazer o “feijão com arroz”. Não precisava fazer nenhum governo excepcional. Era só fazer o mínimo. Agora, não adianta ficar colocando a culpa em urna eletrônica.
Será que a nossa postura de pessoas formadoras de opinião que somos não deveria ser diferente? Será que em vez de irmos aos quarteis clamar por salvação não deveríamos estar nos organizando e começar a chamar os nossos representantes eleitos para saber o que eles pretendem fazer com o mandato que acabaram de receber?
Será que os produtores rurais que são donos da grande riqueza da nossa região e os demais setores da sociedade não deveriam estar se organizando através das suas entidades de classe para ir perguntar ao sr. Geraldo Resende, deputado federal eleito, o que ele pretende fazer com o seu mandato? Temos um outro deputado federal eleito, sr. Marcos Polon, para mim um grande desconhecido, que obteve mais de 100.000 votos. Existe alguém se organizando para saber o que ele pensa e pelo menos dizer ao mesmo o que se espera dele? E quanto ao “Gordinho do Bolsonaro”, o que será que ele deve estar pensando em fazer?
Eu acho mais fácil, mais provável e mais saudável para o nosso país tirar o Lula daqui a 4 anos. Se alguém tiver provas de que as eleições foram fraudadas, que as apresente (eu acho pouco provável que essas provas surjam). Vamos ficar atentos ao novo governo. Se fizermos uma oposição consciente e visando o bem do Brasil, quem sabe nosso país esteja mais forte em 2026. Caso contrário, corremos o risco de o Lula se reeleger, ou colocar alguém pior no seu lugar.
Mas, vamos parar de ficar esperando que venham nos salvar.
Nós temos que pegar o destino em nossas mãos.
Como já dizia o pensador: “Infeliz a Nação que precisa de heróis”.
* É Engenheiro Civil