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Em debate a civilidade

14 de fevereiro 2023 - 15h56 Por Redação Douranews
Em debate a civilidade foto erminio

Um mês e meio que Lula voltou ao Planalto. Mas já se percebe diferenças gigantescas, entre “o capitão e o metalúrgico”. Diferenças de paradigmas. Entre desenvolvimento sustentável e a falência socioambiental e cultural na economia carbonizada; entre obscurantismo e conhecimento; entre democracia e ditadura; entre sociabilidade e incivilidade; entre combater o crime ou incentivá-lo.

Capitão psicopata, terraplanista e briguento, de baixa capacidade cognitiva e parcos conhecimentos, não era recebido por mandatário importante. O metalúrgico dialoga e tem a agenda cheia: numa semana o primeiro-ministro alemão; na outra, na Casa Branca com o presidente dos Estados Unidos; na seguinte, o líder chinês. O capitão dava coices na sombra e em quem defendesse o meio ambiente e os pobres. O metalúrgico busca dinheiro de europeus e americanos, distribuindo abraços, com Leonardo DiCaprio e Jeff Bezos, para recuperar áreas devastadas na Amazônia e crescer a força distributiva do País. 

O capitão tornou o Brasil pária no cenário internacional, deixando a “boiada passar”, no desmatamento e queimadas ilegais, garimpo clandestino, tráfico de madeira e minérios, invasões e grilagem de terras públicas. O capitão foi campeão em esculachos diplomáticos, subscritos em anais de eventos internacionais. O metalúrgico, já colocou o País no protagonismo da geopolítica global, inclusive propondo plano a paz entre Rússia e Ucrânia, ainda que encontre resistências ou dúvidas, mas é ouvido. 

Diferenças, entre governar para os necessitados ou apequená-lo aos interesses dos donos do PIB. Entre cuidar da Amazônia e proteger os povos originários ou exterminá-los, como ocorria na ditadura militar. O capitão vivia às turras com legislativo e judiciário, em tentativas de golpe. O metalúrgico, anda de braços dados, com todos, pela causa maior e comum, a democracia.

Afinal, o metalúrgico não bate de frente com ninguém? Bate, sim. E tem razão em não aliviar. O presidente do Banco Central indicado do capitão, precisa explicar juros nas alturas para alegrar rentistas e banqueiros. Sim, o Metalúrgico está batendo de frente com quem acostumou na acumulação indevida e em aumentar a miséria brasileira.

São governos diferentes, em compromissos antagônicos. Um comprometido com direitos humanos, ecologia e com equidade social. Outro, transferir renda dos pobres para os ricos, via tosca política discricionária e elitista, mesmo que a fome chegasse na extrema pobreza, como chegou a 15% da população. 

O metalúrgico colocou as Forças Armadas, Polícia Federal e IBAMA, para destruir a infraestrutura do crime organizado na TI Yanomami e prender criminosos que envenenam a água, o solo, ar e a biodiversidade, razão da doença e morte de indígenas.  O capitão ignorou o genocídio permitido nas terras Yanomamis. 

Mais do que isso. O capitão queria armar e militarizar o país, as escolas e o governo, para ser um Kadafi das trevas. como todo Nazi-fascista, detesta universidades, artistas e intelectuais. O metalúrgico trata os militares no que a Constituição lhes atribui e valoriza professores, pensadores e criadores da rica cultura brasileira.

No entanto viúvas continuam a ladainha perdedora. Talvez nunca cesse a paixão, irracional e cega, na desilusão que não percebe a irracionalidade. Era confiança máxima na reeleição. O capitão operou plano para 10 milhões de votos, que o separava do metalúrgico, usando dinheiro público. Distribuiu “a rodo”, para 2,5 milhões de famílias (incluindo militares) o auxílio Br, outras cifras a caminhoneiros, taxistas e, em segredos benesses do “orçamento secreto”. Operadores entraram em campo, em redes aliciadoras, a exemplo do ocorrido em Cel. Sapucaia e com centenas de empresários sobre servidores.

Não poderia dar errado, era a salvação, mas falhou, porque o capitão é muito ruim e o metalúrgico é muito bom. Daí a depressão, até mais uma tentativa de golpe, fracassado e a fuga covarde. Da derrocada, só resta continuar narrativas desesperadas. Erro, na hora da verdade, hora de perdedores lamberem a feridas e esperar nova eleição, em 2026!

Sem esquecer que “liberdade de expressão” é da democracia, mas não confundir com atentados a ela”. Neste caso, terrorismo e muitos mercenários verão o sol nascer quadrado. 

Pensem nisso!

* Consultor/Sustentabilidade