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Mitologicamente falando, aqui relembrando o surgimento do ‘mito’ Jair Bolsonaro que saiu do anonimato depois de 30 anos como deputado ao emergir como principal líder da chamada ‘direita bolsonarista’ com a eleição para presidente em 2018, o Brasil assiste, agora, a uma contenda que poderia até ser saudável, não fossem os radicais de um lado e outro, entre os fenômenos do bolsonarismo e do lulismo predominantes.
Em Dourados, por exemplo, está fincado um exemplo claro do quanto essa polarização pode significar no resultado das urnas. A união do PSDB, com Marçal Filho candidato a prefeito, e a bolsonarista do PL, Gianni Nogueira, de vice, dá sinais de que 2026 e 2030 está bem presente no radar dos liderados de Jair pelo País afora.
Sintomática, nesse sentido, foi a fala do deputado federal Rodolfo Nogueira, na convenção em que o PL abriu mão de Gianni prefeita para ‘colar’ no PSDB, aqui já se desenhando o futuro do tucanato-liberal. “O presidente Jair Bolsonaro ficou mais forte com essa aliança”, sentenciou o ‘gordinho’, feliz da vida com o apelido carinhoso que ganhou do ex-presidente muito antes de decidir entrar na política.
Agora, sonhando com a consolidação da aliança eleitoral com o PSDB e o futuro crescimento da legenda no País, arrebanhando tucanos que veem diminuir o bico e as penas, o PL, que já é a maior bancada na Câmara Federal [com 99 deputados] e a segunda força do Senado [com 14 cadeiras], a direita bolsonarista mira, pelo menos, 40 cadeiras de senador nas eleições de 2026. Prestem atenção a esse 'detalhe'!
“Aí o Brasil vai conhecer a verdade que o presidente Bolsonaro sempre defendeu. O Brasil voltará a ser o país onde vai predominar o lema Deus, Pátria, Família e Liberdade”, prevê o ‘gordinho’ mais querido do mito Jair. Ou, como já disse um dia o tricampeão do mundo Zagallo: ‘Vão ter que me engolir’!