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A falta de dipirona e a mudança começando

29 de setembro 2024 - 10h13 Por Redação Douranews
A falta de dipirona e a mudança começando dnews

Com um pouco mais de R$ 100 mil no bolso, e a eficiência administrativa para se elaborar uma boa licitação, um gestor público consegue comprar, direto do laboratório encarregado pela fabricação, cerca de 240 mil comprimidos de dipirona, indicado para o tratamento de febre e dor, e o mais reclamado pelos usuários do Serviço Unificado de Saúde, o famoso SUS.

42 meses, contados de um determinado janeiro multiplicado por três e mais a metade de outro, pode ser considerado um tempo razoável para se começar e, por que não, concluir algo iniciado. No caso da gestão pública, então, é o prazo limite para se contabilizar algum feito, e dele tirar proveito quando se pretende continuar ‘gestando’ (a pobreza do verbo é por minha conta).

Enfim, é nesse nível de debate que estamos assistindo ao epílogo de mais uma campanha eleitoral em Dourados.

Quando um diz que falta até dipirona nos postos de saúde, o outro anuncia que a mudança tá só começando. 

Deixa eu entender então: Não precisamos muito mais do que 100 mil, em dinheiro, pra resolver o problema da saúde, e tampouco precisamos ter pressa pra começar algo, mesmo que o intervalo legal seja de exatos quatro anos...

É isso mesmo, produção?

Nesse nível, de extrema pobreza, a gente pode resolver um monte de coisa com muito bem pouco. Promessas, e mais promessas, acabam se perdendo num debate raso em que talvez, matematicamente, tenha sido bem melhor mesmo ficar de fora do debate.

Até porque, lá embaixo, como se diz em relação ao eleitorado que compõe as seções e urnas instaladas na parte inferior à avenida Marcelino Pires, ainda é tradição esperar, com as luzes acesas, pelo amanhecer do dia da eleição, para se ‘definir’ o voto. 

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