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Clóvis de Oliveira

Projetando a Metrópole da Produção

19 de dezembro 2025 - 21h37 Por Clóvis de Oliveira
Projetando a Metrópole da Produção clovis news

Um dos melhores lugares do Brasil para se viver. Estatísticas e levantamentos nacionais mostram Dourados na posição 34 entre as melhores cidades do Brasil para se fazer negócios. 

Se temos 27 cidades como capitais, e formos considerar Campinas, Ribeirão Preto, Joinville, São Caetano do Sul, Maringá, Santo André, Osasco, pra citar algumas, é possível situar o Município no topo do desenvolvimento nacional.

Com um PIB (Produto Interno Bruto) per capita da ordem de R$ 48.135,57, Dourados ostenta atualmente a condição de principal produtor de proteínas para o mercado mundial de alimentos. Celeiro de oportunidades, o Município também vive a era do pleno emprego.

Mas, até que um grupo de pensadores se debruçasse sobre como queremos visualizar Dourados em 2035, é preciso revisitar a história.

Criado com a denominação de distrito de Dourados, em 1914, subordinado ao então Território de Ponta Porã, foi a partir de 1935, com áreas desmembradas do município que faz fronteira com Pedro Juan Caballero (no Paraguai), que nos estabelecemos como município de Dourados. 

A colônia agrícola, criada em 1943, com uma área de 50.000 hectares, reservada em 1923 para a colonização de imigrantes, com a promessa de terra boa e barata, atrai para a região imigrantes brasileiros e estrangeiros, principalmente japoneses, que se dedicaram ao cultivo de café. 

Nos anos 2000 eramos em média 160 mil habitantes, hoje estamos quase dobrando essa marca. Marca mesmo é a que anuncia a chegada de paulistas, mineiros, paranaenses, gaúchos, nordestinos, paraguaios, haitianos, colombianos, venezuelanos... o Monumento ao Colono, erigido no fim do século passado, justamente para caracterizar o sinal do acolhimento. 

Sejam todos, então, muito bem-vindos ao Portal de Oportunidades.

Se é verdadeiro que existem desafios imensos a serem superados, não é menos verdade que somos um povo obstinado, dos que acordam cedo e dormem tarde, que acreditam na capacidade da terra para produzir, cada vez mais, soja e milho de boa qualidade, revezando nas safras o suor do douradense que semeia prosperidade.

Sim, a Embrapa também está aqui, através de uma Unidade Agropecuária que oferece o suporte necessário aos bons ventos. O sopro acadêmico, emergente da Unigran, Uems, Ufgd, Ifms, Anhanguera, alimenta essa onda.

Líder de uma região denominada Grande Dourados, onde convivem quase 1 milhão de habitantes, o Município que já foi Celeiro do Centro-Oeste brasileiro desponta como centro de excelência em formação acadêmica. Aqui está fincada não uma, mas, duas, instituições públicas de ensino superior, compartilhando, lado a lado, o compromisso de aprimorar resultados da pesquisa e da tecnologia.

Dourados, que para uns é apenas menor do que a Capital do Estado, se agiganta quando a pauta envolve discutir o presente, com a projeção do futuro.

O trabalho forjado pela legião de desbravadores da terra transcende aos herdeiros e descendentes; agrega valor e qualidade com novos empreendedores e pode, orgulhosamente, se apresentar como a Metrópole do Desenvolvimento e da Produção.