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O Brasil atravessa um momento institucional que exige atenção, responsabilidade e, sobretudo, participação da sociedade.
Há um crescente debate sobre os limites de atuação do Supremo Tribunal Federal, decisões da Corte que geram controvérsias e a necessidade de preservar o equilíbrio entre os Poderes da República. Em uma democracia, nenhum Poder deve estar acima da Constituição — e nenhum Poder deve atuar sem os devidos mecanismos de fiscalização e controle.
Nesse cenário, o Senado Federal assume uma importância extraordinária. A Constituição não colocou o Senado como mero espectador: a Casa possui atribuições próprias de fiscalização e controle, inclusive competências relacionadas aos ministros do STF.
E justamente por isso, as eleições de 2026 serão tão importantes.
Dos 81 senadores, 54 estarão em disputa. Serão escolhidos dois senadores por estado e pelo Distrito Federal. Isso significa uma renovação de dois terços do Senado.
Não se trata simplesmente de escolher nomes. Trata-se de escolher representantes que compreendam a responsabilidade constitucional do cargo e estejam dispostos a exercer suas prerrogativas com independência, equilíbrio e coragem institucional.
Também precisamos ter cuidado com denúncias e acusações envolvendo autoridades públicas. Escândalos, suspeitas e possíveis conflitos de interesse devem ser investigados e, quando comprovados, responsabilizados. Mas a defesa das instituições não pode significar condenação sem provas.
O Brasil precisa de instituições fortes, independentes e responsáveis.
Um STF independente é importante. Um Congresso independente também. Um Executivo respeitado e fiscalizado igualmente. O verdadeiro Estado Democrático de Direito não está na supremacia de um Poder sobre os demais, mas no equilíbrio, na fiscalização e no respeito à Constituição.
Por isso, as eleições de 2026 não devem ser tratadas apenas como mais uma disputa eleitoral.
Será uma oportunidade para o cidadão avaliar quem está disposto a defender a Constituição, a liberdade, a responsabilidade institucional e o equilíbrio entre os Poderes.
No fim, a decisão pertence ao eleitor. Mas ela precisa ser tomada com consciência de que o voto para o Senado pode ter consequências institucionais que ultrapassam os próximos quatro ou oito anos.
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É Bacharel em Ciência Política, em Gestão Pública, Ciências Econômicas (Concluinte), acadêmico de Engenharia Civil MBA *Práticas de Gestão na Administração Pública