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José Tibiriçá Martins Ferreira

Copa do Mundo e a eleição do dia 4 de outubro

08 julho 2026 - 09h17Por José Tibiriçá Martins Ferreira

Nas primeiras competições, nossos jogadores tinham outra cultura, comportamento diferente e garra. Talvez seja na última geração da década de 70, onde havia disciplina, humildade e amor à pátria. Nas conquistas do tetra e penta também tivemos outros jogadores que se destacaram, muitos já milionários e hoje se noticia que até os brincos ostentados por Vinícius Júnior custam milhões, demonstrando a diferença dos anos 70 e agora, pois quando Jairzinho afirmou que o primeiro carro que obteve foi o fusca que recebeu como prêmio da prefeitura de São Paulo, dado pelo ex-deputado federal na época prefeito Paulo Salim Maluf que depois teve que devolver o dinheiro.

Cassado como deputado federal, preso ainda tem que devolver milhões aos cofres públicos, agora nonagentário com prisão domiciliar, prestes a completar 95 anos no dia 3 de setembro. Eis Maluf. Esse é o reflexo do nosso país, sua decadência não só se reflete nos milhões que os jogadores e a comissão técnica recebem. 

Na política a partir da Nova República, tão falada a partir do Colégio Eleitoral de 1985, modelou o comportamento da República Federativa do Brasil nos escândalos que envolveram a prisão do presidente da  CBF onde a política está também presente na escolha.   

A condenação de ex-presidentes, a descondenação de um deles e a continuidade dos mesmos artifícios na atuação dos nossos representantes no Congresso Nacional, Assembleia Legislativa e Câmara de Vereadores, Governo Estadual e Municipal nos últimos tempos.

Hoje temos o Vice-Presidente Geraldo Alckmin que em 2018 pleiteava o cargo de Presidente da República, atacando seu concorrente com a seguinte frase: "Lula quer voltar novamente à cena do crime", mas, eleito como seu vice em 2022, para surpresa de muita gente, gostou tanto que novamente quer voltar à cena do crime e pleiteia o mesmo cargo nesta eleição.

A corrupção pode continuar,  se o eleitorado continuar elegendo os mesmos atores tanto para as Assembleias legislativas, Câmara Federal e Senado, Governos Estaduais e Presidência  do Brasil.

Olha que, como na copa, no Brasil as eleições coincidentemente acontecem de quatro em quatro anos. Pura coincidência!

Como a Copa acabou para o Brasil, vamos focar numa boa escolha dos futuros governantes, porque somente em 2030 teremos outra oportunidade para fazer novas escolhas.