Ele teria afirmado ser corriqueira a prática de estupros na Unidade Educacional de Internação (UNEI) Dom Bosco, o que ocorreria com o conhecimento dos funcionários que lá trabalham.
Durante as investigações acerca da denúncia foram tomados os depoimentos de setenta e três pessoas (todos os adolescentes internados, os agentes educadores lotados na UNEI Dom Bosco, as mães dos adolescentes internados, além de psicólogos, assistentes sociais e professores que prestam serviços na instituição foram ouvidos). Todas essas pessoas negaram a ocorrência da prática de estupros ou qualquer outro tipo de violência sexual entre os internos.
De acordo com a delegada Maria de Lourdes Souza Cano, titular da Deaij, a conduta de Paulo Ângelo de Souza expôs a honra e a dignidade, tanto dos servidores do órgão quanto dos adolescentes que lá se encontram internados, motivo pelo qual ele foi indiciado pela prática do crime de “denunciação caluniosa”, cuja pena pode chegar a oito anos de reclusão.