A Polícia Federal brasileira enviou um grupo de profissionais para Buenos Aires, capital da Argentina, a fim de ajudar na investigação do furto milionário à agência do Banco Provincia no bairro Belgrano. As informações foram publicadas pelo jornal argentino "Clarín".
No dia 3 de janeiro, funcionários do banco descobriram o furto. Quando chegaram à instituição logo pela manhã, perceberam que os cofres tinham sido arrombados. Os ladrões trabalharam durante seis meses na construção de um túnel para que conseguissem levar pouco mais de US$ 6 milhões sem disparar um tiro sequer.
Os furtos em questão foram feitos no Banco Central de Fortaleza em 2005, assalto que ultrapassou o valor de R$ 160 milhões, e na agência da Banrisul, localizada na cidade de Porto Alegre, em 2006.
Os agentes vão entregar ao promotor Martín Niklison, o encarregado do caso, fotografias e outras informações sobre os envolvidos no furto ao Banco Central de Fortaleza. O objetivo é comparar as imagens dos suspeitos captadas no momento da fuga com as dos bandidos do assalto ao BC da capital do Ceará.
Para os investigadores, tal procedimento pode possibilitar a descoberta de ligação entre os furtos, já que as mesmas pessoas podem ter participado do crime realizado na capital argentina. Nos dois casos, os ladrões alugaram casas próximas aos bancos e construíram túneis.
Foram presas 29 pessoas, condenadas a penas de cinco a sete anos, por participação no furto ao BC. Dos encarcerados, 24 já foram liberados, motivo pelo qual a PF acredita que a mesma quadrilha possa ser a responsável pelo assalto na Argentina.