Desenvolvida durante três dias em Dourados, a “Operação Seqüela”, que teve à frente o delegado da Polícia Federal cedido à Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa, Adilson Bezerra, foi avaliada como muito positiva. No total, das 26 empresas fiscalizadas, 17 foram autuadas por diversas irregularidades e outras nove foram fechadas ou interditadas, segundo o balanço apresentado pelo delegado federal.
Os nove estabelecimentos interditados foram a Farmácia Cometa (em Vila Vargas), Farma Fácil, Center Farma, Farmácia do Edelson, Farmácia e Drogaria Saúde e Vida, Drogaria Ultrafarma, Farmácia Econômica, Drogamar e Drogaria São Cristóvão.
Entre as outras farmácias fiscalizadas, aconteceram autuações por infrações diversas e por falta de documentação. Em Dourados, ainda, foi fechada uma fábrica clandestina de produtos fitoterápicos, onde todos os produtos foram apreendidos.
Exclusiva
Em entrevista exclusiva ao Douranews, ao analisar o resultado da “Operação Seqüela”, o delegado Adilson Bezerra disse que “o resultado, para a Anvisa, é muito positivo. A Anvisa conseguiu, nestes três dias de trabalho interditar diversas drogarias clandestinas, prender em flagrante delito aquele que estava vendendo medicamento controlado sem receituário médico e sem autorização e produto vencido”.
Adilson disse também que “a Anvisa considera, que a partir de agora, começa uma fase de renascimento”, observando que “essas farmácias, a maioria delas, já estão procurando a regularização sanitária, e a partir do momento que elas se regularizem elas terão a autorização da Anvisa para voltar a trabalhar, a vender”, completou.
O delegado federal fez um alerta, durante a entrevista, conclamando aos cidadão para que denunciem tudo aquilo que perceberem de irregularidades. “A gente volta a dizer... População, denuncie. Denuncie para os seus órgãos de imprensa, denuncie para a vigilância sanitária, procure os órgãos de Ministério Público. A Anvisa está à disposição de qualquer órgão que nos chame para auxiliar, para melhorar e combater o ilícito sanitário”.
Prisão
Falando sobre a prisão de Edelson Dias de Moraes, ocorrida na última quarta-feira (2), Adilson Bezerra explicou que ele (Edelson) foi preso em flagrante delito e foi apresentado a delegada de Polícia Federal de plantão. “Ela lavrou o flagrante pelo artigo 273 do Código Penal; lavrou o flagrante por tráfico de entorpecente; bem como por expor à venda medicamento vencido. A partir da prisão efetuada, o preso ficou à disposição da Justiça aqui de Dourados”.
Sobre o Artigo 273 do CP, o delegado esclareceu que este “é o crime contra a Saúde Pública, com pena que vai de 10 a 15 anos de reclusão”. Quanto a expor medicamento vencido “é crime contra a economia popular, que prevê penas que variam de dois a cinco anos de reclusão”; e concluiu dizendo que o outro crime imposto a Edelson - vender medicamento controlado sem autorização da Anvisa - “é tráfico de drogas, crime com penas que variam de 5 a 15 anos de reclusão”, acrescentando que “aqui foi flagrante comprovado e materializado”, finalizou.