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Em Corumbá acusado de abusar de menino de 8 anos confessa crime

14 de abril 2011 - 14h08 Por Redação Douranews, com Diário Online
Em Corumbá acusado de abusar de menino de 8 anos confessa crime
O Marinheiro Fluvial, Júlio Tadeu Xavier de Souza, de 55 anos, acusado de abusar de um menino de oito anos em Corumbá, confessou o crime. Ele foi preso em flagrante por estupro de vulnerável. O menino seria vítima dos abusos há quase dois anos.

Na casa de Júlio, no bairro Cristo Redentor, os policiais encontraram revistas pornográficas e diversas fotos de crianças. O menino, que seria vítima dos abusos há dois anos, vai precisar de intenso e delicado acompanhamento psicológico para não desenvolver qualquer tipo de trauma futuro.

O marinheiro pode pegar pena de até 15 anos se condenado judicialmente.

"O fato foi confirmado pelo autor. No depoimento, disse que tem praticado sexo com a vítima há mais ou menos um mês e meio e fazia isso porque achava que a criança gostava", contou o delegado de Polícia Civil Enilton Zalla, responsável pelas investigações.

Souza teria dito que o menino chegou à porta da casa dele e perguntou se ele tinha dinheiro. "Ele disse que tinha dois reais e o menino queria o dinheiro. Então, foi com a vítima para o quarto tirou a roupa dele, deitou-se na cama e também se despiu. Momentos depois, o pai da criança flagrou a cena", informou o delegado.

A criança revelou que desde 2009 era abusada pelo acusado, que morava numa casa nos fundos do terreno onde o pai da vítima reside. "Esse senhor dava dinheiro, balas, canetas e todo o tipo de atrativo para que a criança se deitasse com ele para algum tipo de ato libidinoso", afirmou o delegado.

Enilton Zalla, contou ter ouvido atentamente o menino na delegacia, que estava acompanhado por um psicólogo. A precisão dos fatos narrados pela criança, mesmo claramente abalada psicologicamente, foram fundamentais para a Polícia. "O detalhe das coisas que ele falava são coisas que uma criança de 8 anos não consegue inventar se não tiver vivido", ressaltou.

Crime

O pai descobriu o crime, depois que a criança sumiu. Ao perceber a ausência do filho, o pai saiu para procurá-lo e o encontrou à beira da cama com Júlio. "A vítima de repente desapareceu e foi para casa desse autor. Vê-se aí o quanto essa criança estava corrompida, deturpada, viciada pelo autor para que fosse lá satisfazer a libido dele", complementou o delegado.

Preocupação

A maior preocupação depois da descoberta do caso e prisão em flagrante do acusado é com a criança. Em evitar traumas futuros ao menino, que por dois anos foi submetido a seguidos abusos sexuais. "O que mais temos de ter atenção agora é o acompanhamento do menino. Se esse menino não tiver tratamento psicológico cabível e principalmente, um apoio do pai, uma presença paterna muito forte, lá na frente ele vai ter problema", observou o delegado.

Alerta

Diante do caso, Zalla fez um alerta direto aos pais e mães. "Pais que perceberem que os filhos estão mudando o comportamento, ficando muitas vezes acanhados, medrosos, aparecendo com presentinhos, dinheiro que não conseguem identificar a origem, podem investigar, comuniquem o fato à Polícia porque há grande chance de ser um caso de abuso sexual", finalizou.