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Morte de Padoin pode engrossar lista dos crimes insolúveis

28 de abril 2011 - 11h48 Por Redação Douranews
Morte de Padoin pode engrossar lista dos crimes insolúveis

A morte do empresário Elzevir Padoin, 60 anos, que foi assassinado na tarde de terça-feira (26)  quando chegava na casa dele, localizada nas proximidades do Parque dos Ipês, na área central da cidade, pode se transformar em mais um crime considerado insolúvel dentre os muitos casos com características de execução ocorridos em Dourados.

A Polícia Civil começou ontem (27) a investigar o caso, ouvindo familiares e algumas testemunhas das proximidades da residência onde morava a vítima, porém até agora não existem sinais de que o crime possa ter sido praticado por vingança, motivos passionais ou mesmo acerto de contas.

Padoin chegava na residência, por volta das 18 horas, no carro Corola, placas HTH 1818, da cor preta e quando se aproximava da entrada da garagem, na rua Olinda Pires de Almeida, esquina com Hayel Bon Faker, teria sido abordado por desconhecidos e recebeu pelo menos cinco dos seis tiros disparados à queima roupa. Ele morreu dentro do veículo.

Em artigo publicado ontem no Douranews, o repórter policial Waldemar Gonçalves (Russo) lamenta que esse caso, envolvendo o empresário Elzevir Padoin com grupos de pistolagem, está também fadado a entrar na lista dos crimes que ajudam a engrossar as estatísticas de casos sem solução.

Russo cita os casos da empresária Magdalena Câmara, morta a pauladas; do empresário Eutímio Sepulvida e o filho Fabrício Sepulvida, o “Pacová” também mortos por pistoleiros; do Zé Morais; dos corretores Zeca e Gordinho; do próprio “Perequeté” no distrito de Itahum, que sumiu em meados dos anos 80 até hoje nada do caso ter sido esclarecido, e ainda o caso do pecuarista José Teles, ocorrido na década de 90, todos até hoje sem evidência de quem possam ter sido os autores ou mandantes.

“Outros casos ‘Elzevir Padoim’ vem por vir, pois ele será comentado apenas uma semana, justamente até a sua missa do 7ª Dia e cairá no esquecimento como os outros que foram acima citados”, escreveu Waldemar Gonçalves, alertando para o fato de que essa situação deve perdurar “graças à impotência do setor de investigação da Polícia Civil que  está há mais de 25 anos falida em nossa cidade”.