De acordo com o delegado que investiga o caso, João Alves, vários depoimentos foram colhidos, mas nenhum indica um motivo para a execução do empresário. “Nós ouvimos os familiares da vítima e eles disseram não saber de ameaça, dívida, chantagem, nada que envolvia o empresário”, afirmou o delegado.
Conforme o delegado, algumas informações repassadas para a polícia ainda serão checadas. “Estamos investigando com as informações que temos. Não tenho prazo para finalizar esse inquérito”, ressaltou.
Segundo João Alves, a falta de uma testemunha que tenha presenciado o crime dificulta as investigações. “Ninguém presenciou o crime, não temos imagens, então isso dificulta nosso trabalho”.
O empresário foi morto por volta das 18 horas do dia 26 de abril, quando chegava na casa dele, localizada na rua Olinda Pires de Almeida, esquina com a Hayel Bon Faker, próximo ao Parque dos Ipês, região nobre de Dourados. Ele estava saindo do veículo Toyota Corolla, HTH 1818, e foi atingido por cinco disparos, sendo que dois atingiram a cabeça de Elzevir, que morreu no local.
Elzevir Padoin era réu no processo do caso conhecido como “Campina Verde”, nome dado pela Policia Federal à operação desencadeada em 2005 em alusão ao nome da cerealista que é investigada sob a acusação de encabeçar um esquema de sonegação de impostos na região.