Os sete presos já foram indiciados pela promotoria de justiça paraguaia; acusações vão de formação de quadrilha e assalto a posse e tráfico de entorpecentes
Após realizar a contabilidade dos valores roubados pelo “comando” do Primeiro Comando da Capital – PCC, o gerente do Banco Continental, Hugo Dejesús Rolón, confirmou que o total roubado ultrapassa a casa dos quatro billhões de guaranis. Ao prestar a queixa crime oficial, o bancário apresentou um levantamento do valor real levado pelos bandidos.
Na acusação formal apresentada por Hugo Rolón ao procurador Diosnel Giménez Dávalos, consta que foram roubados mais de 529 milhões de guaranis; R$ 1,52 milhões; US$ 117.853,00 e € 350,00, que somados e convertidos dão um total de 4,1 bilhão de guaranis, mostraram os dados.
Interrogatórios
Ontem mesmo, os sete presos foram ouvidos pelo promotor Giménez, mas segundo informações da polícia paraguaia, todos negaram participação no crime, mas mesmo assim todos foram indiciados pela prática de diversos crimes.

Egildo Concanato Anderson Fernandes Fleitas

Roberto Carlos Penayo Garcia

Por outro lado, os outros quatro presos, o paraguaio Júlio César dos Santos Almirón (24), e os brasileiros Ruben de Paula (23), João César dos Santos (31) e Edimar Júnior de Almeida (26) estão sendo processados por posse e tráfico de drogas.

Eles foram capturados com uma carga de maconha na casa de Alex Maurício Lima Adriano, vulgo "Cabelo", brasileiro que é um soldado do PCC que mora na cidade de Salto del Guairá e que teria sido o "cérebro" do golpe.