Conhecido como o “Rei da Maconha”, Damian Delvalle ganhou liberdade com falso alvará de soltura que teria sido emitido pelo Tribunal de Apelações; funcionários podem ter sido cúmplices e promotora já abriu sindicância criminal
Mais conhecido como “Rei da Maconha”, Damien Delvalle Sanábria (49), foi libertando na última sexta-feira (13), depois do recebimento de um ofício entregue na prisão, supostamente assinado pelos juizes Delio Vera Navarro, José Agustín Fernández e Agustín Lovera Cañete. O alvará de soltura com ordem direta foi informado pelo diretor da prisão, Artemio Vera ao procurador Francisco de Vargas. O procurador consultou a escrivã Blanca Ramirez, que por sua vez consultou o relator Francisco Javier Martinez, que confirmou a assinatura da resolução.
Porém, ontem, quando a promotoria solicitou cópias do documento, percebeu-se que o alvará de soltura havia sido falsificado e enviado na quinta-feira passada, apenas com o voto de Lovera Cañete. Descobriu-se ainda que o escrivão que trabalhou no dia anterior a Martinez dinha acesso às chaves da secretaria.

Damien Delvalle foi preso 25 de janeiro por membros da Secretaria Nacional Anti-Drogas (Senad), quando ele estava em um Jeep Compass 2007, placas HUY-888, que estava estacionado na esquina das ruas Manduvirá e Alberdi, de Assunção.
A operação resultou na apreensão de uma remessa posterior de 14 tambores de combustível carregados de maconha, na região de Chaco'i. Dentro dos tambores foram encontrados 2,114 toneladas de maconha prensada. Os tambores estavam à margem do rio em uma área coberta por camalotes, para disfarçar o carregamento.
Delvalle foi indiciado por posse e tráfico de drogas, tendo ainda contra ele um pedido de extradição feito pela Justiça da Argentina, também por tráfico de drogas.