A afirmação é do ex-presidente da Sanasa (empresa mista de tratamento de água e esgoto), Luís Aquino, que prestou depoimento em troca da delação premiada.
Onze empresários e servidores públicos foram presos semana passada sob suspeita de participação no esquema, que, estima-se, envolveu cerca de R$ 50 milhões em contratos municipais.
Rosely foi procurada pela Folha para comentar o depoimento, mas sua assessoria e seu advogado, Eduardo Carnelós, disseram que ela não vai se pronunciar.
INVESTIGAÇÃO
O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público de Campinas, investiga denúncias de supostas fraudes em contratos públicos na cidade. Seis das 11 pessoas presas na última sexta-feira (20) continuam detidas.
Nove seguem foragidas, entre elas o vice-prefeito Demétrio Vilagra (PT), que pediu afastamento da Ceasa (Centrais de Abastecimento de Campinas S.A.) na segunda-feira (23). A previsão é que ele retorne de férias na Europa amanhã.
Os ex-secretários de Comunicação, Francisco de Lagos, e de Segurança Pública, Carlos Henrique Pinto, exonerados na terça-feira (24), também são procurados pela Justiça.