Brasileiro assaltante de banco é preso no Paraguai
Polícia diz que ele planejava um novo golpe; em seu poder foram encontrados uma escopeta, munição e colete à prova de balas; operação foi desenvolvida na colônia de Ypané
O assaltante de bancos brasileiros Aluísio Cavalcanti da Silva (57) foi recapturado pela polícia paraguaia ontem em um ataque a uma casa na colônia de Ypané, de onde ele planejava um novo golpe. O assaltante, que registra pesados antecedentes no Paraguai, já havia sido preso em 06 de fevereiro. Na ocasião ele foi liberado por um promotor, mas logo em seguida foi pedida sua recaptura.
Desta vez Aluísio Cavalcanti caiu em uma operação realizada por agentes do departamento de Inteligência Policial, acompanhados pela procuradora do distrito de San Lorenzo, Silvana Otazu.
O procedimento foi realizado em uma casa na colônia Thompson de Ypané, de propriedade de Remigio Peralta, um conhecido traficante de maconha preso em 18 de dezembro de 2008, em Fernando de la Mora, durante a operação "Libertador", desenvolvida pela Senad e pela Brigada de Narcóticos da polícia chilena.
No momento da batida policial, Aluísio Cavalcanti estava sozinho em casa, onde os agentes de inteligência encontraram no local, entre outras coisas, uma escopeta calibre 12, dezenas de munições, um colete à prova de balas, algemas que eram utilizadas para imobilizar suas vítimas e uma caminhonete Mitsubishi L-200 branca transformada, produto de roubo na jurisdição da 4ª Delegacia Metropolitana de Polícia.

Agentes conferem material apreendido sob o olhar da promotora Silvana Otazu
O brasileiro por vários dias se reuniram na rua com dois outros marginais, que supostamente pensavam em cometer mais um golpe nestes dias, de acordo com as investigações policiais e tendo em conta os elementos encontrados.
Golpes Milionários
Aluísio Cavalcanti Da Silva foi preso em 6 de fevereiro em San Lorenzo, pelos mesmos oficiais de inteligência, depois de identificado pela filmagem das câmeras de segurança do Banco Itaú que fica no bairro Herrera de Assunción, de onde foram levados mais de um bilhão de guaranis em 20 de outubro de 2010.
No entanto, ele foi liberado pelo promotor Nestor Suarez, que alegou que o detento não fora identificado na filmagem. Porém, discordando da decisão, a promotora Graciela Ortiz rapidamente ordenou a sua recaptura, já que o assaltante também foi identificado nas filmagens do assalto à Universidade Cooperativa de Ciudad del Este, onde o mesmo grupo roubou 800 milhões de guaranis em 20 de setembro de 2010.
O galeirão do suspeito
Outros assaltos
A justiça paraguaia tem ainda contra Aluísio Cavalcanti da Silva a participação no assalto de 1996 ao "Banco Desarrollo", em Loma Pytá; o assalto à sucursal de " Oga Rape ", perto do Mercado 4, de 1997, e o assalto milionário ao banco "Sudameris" de Fernando de la Mora, em 2000. Além disso ele também teria assaltado vários cambistas.
Outra acusação contra Aluísio e sua quadrilha é a interceptação a tiros um carro da empresa de segurança - "Seguridad Guaraní", em Ypacaraí, em 2008.
Outros dados levantados pela inteligência policial paraguaia dão conta que a “mega-quadrilha” teriam efetuado, ao longo de 2010, diversos golpes a bancos, sociedades financeiras e cooperativas do Paraguai.