Depois de invadir a casa, eles amarraram e amordaçaram a proprietária do imóvel, sua filha e um enfermeiro que cuida do chefe da família, que é cadeirante. Já de início, nas investigações, ficou claro que os marginais conheciam a rotina da casa, haja vista sequer terem ido ao quarto onde estava o homem.
Enquanto dois homens ficaram cuidando dos reféns, os outros marginais fugiram, tentando levar os veículos – um Toyota Corolla e um VW Saveiro - para o Paraguai. Quando estavam próximos à fronteira, os assaltantes entraram em contato com os comparsas que estavam na casa, pouco antes das 11 horas, avisando que poderiam sair do local. Eles fugiram em outro Corolla, que estava estacionado na frente da casa.
Assim que os homens deixaram a casa, a família conseguiu se libertar das amarras e acionou a polícia, que numa ação rápida e conjunta que envolveu o Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira), a Polícia Rodoviária Federal e o SIG (Serviço de Investigações Gerais) da Polícia Civil.
Os policiais rodoviários federais intensificaram então a fiscalização na BR-463, acabando por identificar os carros roubados, prendendo James Silva Piranha (19), morador no Jardim Clímax e Rogério Alves Torres (35), que mora na Vila Cachoeirinha. Os dois foram levados para a sede da Defron, acabando por “entregar” José Roberto Alves Ortega (19), ex-empregado da família e primo de James, que foi preso por agentes do SIG e da Defron.
O quarto homem ainda não foi localizado, mas segundo o delegado Antonio Carlos Videira, da Defron, ele já identificado como Rodrigo da Costa Stockle de Assis e foi quem fugiu levando as armas utilizadas no assalto. Outras informações dão conta, ainda, que a quadrilha teria cometido outros assaltos na cidade.