Dizendo ter participado de mais de 200 filmes, ela negou ter participado do crime, contando que teria adquirido o carro em São Paulo por R$ 8 mil, mais um veículo que era de sua propriedade. Ela disse ainda que eles estariam indo ao Paraguai fazer compras. “Não participei de nenhum esquema. A gente consultou no site do Detran, viu que o carro não tinha multas e achou que estava tudo normal”, afirmou Juliana, que pretende comprovar a negociação feita em São Paulo.
Segundo a Defurv (Delegacia Especializada de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos), o automóvel que foi roubado em Natal. “É um esquema corriqueiro. Quadrilhas roubam carros em São Paulo e outros estados e levam para o Paraguai com objetivo de 'esquentar' os documentos", disse o titular da Defurv, delegado Alberto Vieira Rossi.
Com antecedentes por receptação e estelionato, o suposto membro do PCC alegou em interrogatório ter adquirido o veículo na capital paulista com documentação legalizada, possibilidade rechaçada pela polícia. "Avaliamos que ela teve atuação na ação criminosa já que ela encenou uma situação para enganar as autoridades. Eles fingiram ser um casal que fazia compras, quando na verdade buscavam esquentar a documentação."
Juliana e o marido foram indiciados pela polícia e ficaram detidos na carceragem da Defurv, à disposição da Justiça.