A Polícia Civil de Jardim prendeu, durante operação realizada durante a semana, uma mulher suspeita de fornecer drogas para diversos pontos de vendas de entorpecentes na região. A agente de saúde foi presa no desenrolar da Operação Muralha, cujas investigações tiveram início há três meses, após denúncias realizadas por parentes de usuários apontando os locais onde funcionavam as “bocas-de-fumo”.
Outras cinco pessoas foram detidas e um adolescente apreendido, apontados como possíveis clientes da agente de saúde. No cumprimento dos mandados de prisão e de busca e apreensão, no primeiro ponto de venda de drogas fechado pelos policiais, um casal foi flagrado preparando porções de crack para a venda. Com eles foram encontradas e apreendidas 14 porções do entorpecente.
Eles confessaram, já na delegacia, que compravam a droga da agente de saúde. Logo em seguida, a suspeita foi presa em casa. Na residência dela, foi encontrada uma pequena quantidade de crack. Os policiais acreditam que a mulher obteve informações sobre a operação e livrou-se de quantidade maior da droga.
Ela confessou a venda de entorpecentes na delegacia e disse ter recebido, naquele mesmo dia, uma encomenda do primeiro suspeito preso na operação.
No dia seguinte, policiais militares também auxiliaram no cumprimento dos mandados. Em uma casa apontada como ponto de venda de entorpecentes foi encontrado um adolescente de 16 anos. Junto com um rapaz de 20 e uma jovem de 18, auxiliava no preparo e venda de porções de drogas.
As investigações continuam e não há informações de novos locais a serem vistoriados pela Polícia Civil. Os presos foram indiciados por tráfico e o adolescente será autuado com ato infracional e deve ser encaminhado para uma Unidade Educacional de Internação.
A prefeitura confirmou que a mulher é funcionária, mas que o crime praticado por ela não tem relação alguma com o órgão público.
Defesa
O advogado da agente de saúde, David Moura Olindo,informou ao G1 que sua cliente nega que esteja envolvida em comercializações de entorpecentes. Ainda segundo o advogado, a suspeita afirmou que a porção de crack encontrada na casa dela pesa aproximadamente um grama e pertencia ao marido, que confessou ser usuário de drogas.
O advogado alegou ainda que a funcionária disse que confessou o crime porque teria sido intimada pelos policiais e sofrido tortura psicológica. Ele infomou que sua cliente vai entrar com um processo contra a Polícia Civil e que ele deve mandar um ofício para a corregedoria da polícia ainda nesta sexta-feira (23).
A delegada responsável pelo caso negou as afirmações de Olindo e informou que não houve nenhum tipo de intimidação ou tortura psicológica. Ainda segundo a Polícia Civil, a suspeita foi interrogada na presença de outro advogado de defesa.