O novo delegado regional de polícia civil de Dourados, Antônio Carlos Videira, o “delegado Carlinhos”, como é conhecido desde que ingressou no antigo GOF (Grupo de Operações de Fronteira) em 1999, defendeu hoje (5), em discurso na Câmara de Vereadores, a realização de um trabalho envolvendo as pessoas “comprometidas com a Segurança Pública” para reduzir a criminalidade, e exercer a repressão como muito mais eficácia, “gerando os resultados que o nosso povo merece”.
Carlinhos disse que pretende implantar um projeto de ações preventivas e repressivas, em conjunto com a Polícia Militar. “Para que possamos por em prática [o projeto], precisamos desafogar as delegacias dos milhares de procedimentos investigatórios que se acumularam ao longo dos anos”.
O delegado disse concordar com a meta do Governo, de reduzir a população carcerária, mas observou que para reprimir os roubos, homicídios e o tráfico de drogas talvez será necessário reenquadrar novamente “aquelas pessoas que ganharam a liberdade, mas que não estão aptas a viver em uma sociedade harmônica”. Prometeu agir com rigor “pois não se admite a maioria ficar refém de uma minoria”.
O delegado reconheceu que a tarefa que acaba de assumir não é das mais fáceis, principalmente porque, discursou, “a cada momento de dificuldade sempre aparecem especialistas que tem a solução para toda e qualquer crise”, mesmo sem nunca terem experimentado um desafio desse tipo. A receita para tornar o novo compromisso assumido, segundo o novo Regional, é “trabalho, trabalho e trabalho”, bordão que depois foi repetido no discurso do secretário de Segurança Pública Wantuir Jacini, ao saudar os novos empossados.