O SIG (Serviço de Investigações Gerais) da Polícia Civil de Dourados cumpriu hoje (25) quatro mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão temporária expedidos pelo juiz da 3ª. Vara Criminal, no processo de investigação que apura a morte de Flávio Aparecido dos Santos, de 21 anos, ocorrida na madrugada do dia 16 na região do BNH 4º. Plano.
De acordo com o delegado Luís Augusto Milani, titular do SIG, as investigações preliminares indicavam que a vítima de homicídio estava devendo dinheiro para traficantes da região da Vila Cachoeirinha e do Jardim Itália e que, conforme a nota expedida nesta terça-feira pela Polícia Civil, Flávio “zombava deles [os credores] quando era cobrado, já que, certa vez, teria dito a uma mulher, numa ocasião em que estava num bar bebendo, que “malandro é malandro”, dando a entender que tinha dinheiro para consumir bebidas, mas que não o tinha para pagar a dívida com os traficantes”.
No local do homicídio, segundo o delegado, a perícia indicou que os projéteis que mataram Flávio Aparecido são de uma pistola calibre .380 e que, segundo as investigações, uma pessoa identificada como de C. C. O. a teria repassado para o elemento até agora identificado pela Polícia como J.M.C.. Os policiais apuraram também que todos fazem parte da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).
De posse dos mandados expedidos pela Justiça, o SIG prendeu C. C. O., J.M.C. e J.R. V. S. e ainda apreendeu, na casa de J.M.,uma pistola com numeração raspada, calibre .380, com sete munições e certa quantia em dinheiro que seria proveniente do comércio de drogas. Na casa de J.R.V foram encontradas cinco munições do mesmo calibre da arma, além de maconha.
J.M.C foi preso em flagrante pela posse ilegal de arma de fogo de uso restrito, cuja pena é de reclusão de três a seis anos e multa; tráfico de drogas e associação para o tráfico, cujas penas são de reclusão de cinco a 15 anos para o primeiro e de três a 10 para o caso de tráfico. C.C.O e J.R.V.S., também vão responder pelos mesmos delitos.