A Polícia Federal em Mato Grosso prendeu em flagrante na madrugada de ontem (27), dois homens que faziam tráfico interestadual de cocaína. Um deles carregava 126,39 quilos de cocaína em meio à carga de milho de uma carreta bitrem. O outro fazia a função conhecida como batedor, apenas acompanhando a carga.
Um dos presos tentou fugir do flagrante jogando a carreta com carga de milho contra a ponte da Rodovia dos Imigrantes, que divide Cuiabá e Várzea Grande. Ele desviou a direção contra as grades de proteção da ponte e abriu a porta antes que a carreta caísse.
Parte da carga caiu no rio ou espalhou-se nas pedras próximas ao rio. Uma das carrocerias afundou no rio Cuiabá.
Segundo os policiais que faziam a escolta, os pacotes de droga começaram a "boiar" no rio minutos depois. O homem saiu sem ferimentos e disse aos policiais que perdeu o controle da direção da carreta. Posteriormente, disse em depoimento que ficou nervoso com a abordagem, mas que não sabia que as sacolas que carregava no meio da carga de milho eram de cocaína. O outro preso reconheceu ser dono das duas carretas, mas declarou que não sabia que o empregado levava outro produto além da carga de milho.
Os dois caminhoneiros foram indiciados por tráfico interestadual e associação para o tráfico de drogas, previstos nos artigos 33 e 35 e 40, inciso V, da Lei n. 11.343/2006. Juntas as penas podem variar de 08 a 20 anos de reclusão, além de multa.
Ainda não é possível afirmar com certeza se a droga apreendida correspondia ao total da carga. Os peritos acompanharão a retirada de uma das carrocerias que afundou no rio Cuiabá para coleta de materiais.
A Investigação
As carretas vinham de Rondônia e seguiam para João Pessoa-PB. O serviço de inteligência da Polícia Federal vinha investigando a ação dos presos.
As carretas teriam sido carregadas em momentos diferentes e a droga foi carregada em Nova Ubiratã-MT, já a outra carga teria sido em Sorriso-MT. Toda a carga era destinada a João Pessoa-PA.
Com as informações levantadas, os policias abordaram os dois caminhoneiros no Trevo do Lagarto, entrada de Várzea Grande. A equipe desconfiou da história contada pelos caminhoneiros e decidiu pela vistoria na carga. Com escolta, todos se digiram à uma empresa cerealista no Distrito Industrial em Cuiabá. A empresa não dispunha de espaço físico de descarregar a carreta, e optou-se por fazer a vistoria em outra cerealista na cidade vizinha. No momento da travessia da ponte, o homem jogou o veículo contra a grade de proteção.