Três pessoas envolvidas em um roubo de caminhão foram presas na época. Uma delas, ao ser interrogada, disse aos policiais que se chamava Vilson Benitez Velasque e entregou um documento. O homem chegou a ficar preso por mais de um ano, foi transferido para o regime semiaberto, de onde conseguiu fugir.
De acordo com o site G1, o mecânico relatou que, durante o período na prisão, ficava preocupado com a família que mora em Ponta Porã, na região sul do estado. “Nem dormia, toda a noite pensando só nisso”, conta. Vilsou teve uma surpresa quando foi ao cartório eleitoral da cidade para regularizar o título de eleitor. Descobriu que havia um mandado de prisão em aberto com o nome dele. Orientado a ir ao fórum, saiu do local algemado.
A pedido da 2ª Vara Criminal de Três Lagoas, peritos criminais estiveram no estabelecimento penal para comparar, por meio de exames, a impressão digital e a assinatura de Vilson com os dados do verdadeiro autor do crime. O advogado criminalista João Pena do Carmo afirma que quem é preso injustamente pode procurar seus direitos entrando com uma ação na Justiça.