detento Jaílson Alves de Oliveira contou em depoimento à polícia nesta quarta-feira (28) que Eliza Samudio teria sido assassinada por saber da ligação do ex-goleiro Bruno com o tráfico de drogas.
De acordo com a polícia, Oliveira contou que ficou sabendo do plano durante conversas informais com o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, de quem era companheiro de cela na Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria.
O detento também afirmou que à polícia que Bola tinha um plano para matar cinco pessoas envolvidas no caso: o delegado Edson Moreira, a juíza Marixa Fabiane Rodrigues, o deputado Durval Anglo e os advogados Ércio Quaresma, ex-representante de Bruno, e José Arteiro Cavalcanti, que atua em nome da família de Eliza.
Segundo Oliveira, Bola seria o mandante dos crimes, mas o goleiro Bruno, Luiz Henrique Romão, o Macarrão, e Ingrid Oliveira, a noiva do jogador, também estariam envolvidos nas supostas ameaças. Em junho, o detento fez a declaração pela primeira em depoimento à Justiça de Contagem. À época, ele também falou que o goleiro Bruno teria indicado o traficante Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, para cometer os crimes.
A Polícia já investigava em julho de 2010 a possibilidade de Eliza ter sido sequestrada por ter descoberto um esquema de tráfico de drogas envolvendo morros cariocas e a região metropolitana de Belo Horizonte e não somente porque lutava pelo reconhecimento da paternidade de seu filho.
Jaílson Alves de Oliveira também contou à polícia que para ocultar o crime, Bola teria dito que queimou o corpo de Eliza Samudio e jogou as cinzas no mar.