Segundo a polícia, ele é apontado como autor de dezenas de furtos e roubos de veículos na região, tendo inclusive liderado grupos de assaltantes. Contra ele já foram constatados dois mandados de prisão em aberto, emitidos pelas comarcas de Ponta Porã e Amambai, além de já ter passagem pela Justiça do Paraná, por homicídio e de ser procurado pela Justiça paraguaia por supostamente estar coordenando roubos de carros, em especial de caminhonetes, ações que estaria desenvolvendo após sua fuga do semiaberto amambaiense.
A Prisão
Para chegar até “Zé Tatuagem”, as equipes se utilizaram de informações que davam conta que ele estaria passando as festas de fim de ano na casa de parentes, em Amambai. Os policiais passaram a monitorar os possíveis locais, até que descobriram que ele estaria no sítio de familiares, na região da Vila Santo Antonio.
A Polícia Militar realizou um cerco à residência, acabando por prender “Zé Tatuagem”, que estava com fisionomia mudada em relação à época que fugiu, e que não esboçou reação. Ele contou aos policiais que, após passar a ser procurado no Paraguai, teria fugido para a Bolívia.
A Lenda
Diversos crimes são atribuídos a “Zé Tatuagem”, como a morte do produtor rural conhecido como “Ibrahim Sutil”, ocorrida em 2006 em Amambai. Sutil foi assassinado na garagem de sua residência quando chegava em casa com a namorada e um filho menor de idade. Ele teria sido abordado por dois homens armados que anunciaram o assalto, mas ao tentar reagir, foi morto.
A Polícia Civil na época apontou dois paraguaios que cumpriam pena no regime semiaberto do EPAM como sendo os autores do crime. Eles haviam fugido do presídio dois dias antes do assalto frustrado, já que após atirarem contra Sutil, fugiram sem levar nada.
Segundo as investigações, Zé Tatuagem teria sido um dos articuladores do assalto e inclusive teria dado R$ 50 reais para a dupla se manter na cidade até armar a emboscada.
Zé Tatuagem negou, além dessa, diversas as acusações, ao ser entrevistado pelo Gazeta News. Segundo o acusado, de fato ele cometeu erros e delitos, mas não tantos como se diz, fator que acabou o transformando em uma lenda do mundo do crime na fronteira.
De acordo com Zé Tatuagem, quando foi preso pelo DOF (Departamento de Operação de Fronteira) em 2005 pelo crime de porte ilegal de armas, tinham em seu desfavor, cinco acusações por assalto a mão armada, mas ele teria sigo absolvido em todos os casos por falta de provas.
Segundo Zé Tatuagem, ele chegou a trabalhar com João Morel, mas essa fama de líder do crime, principalmente em relação a roubos, teria surgido quando ele acabou se envolvendo e trabalhando com “os cariocas” como ele chamada o narcotraficante “Fernandinho Beira-Mar” e seus seguidores.
“Muitas coisas colocam nas minhas costas. Cometi erros, mas nunca fiz a maior parte das coisas que me acusam”, disse Zé Tatuagem que afirma ter vindo para Amambai para se entregar à polícia, feito que deveria ocorrer, segundo ele, na próxima segunda-feira, dia 2 de janeiro.
“Quero pagar pelos erros que cometi. Pelos que cometi apenas e não pelos que me acusam de ter cometido”, finalizou Tatuagem, que segundo a Polícia Militar, durante o final de semana passado, supostamente teria fugido de uma equipe da PM no centro da cidade, quando dirigia um veículo.
Apesar de negar participação em vários assaltos aderidos a ele, Zé Tatuagem teria sido reconhecido por vítimas, segundo a polícia, por conta de uma tatuagem de um escorpião que tem no pescoço, lado direito.
Segundo a polícia ele estava tentando remover a tatuagem, mas ainda existe sinais da gravura na pele.
Depois de preso, na noite dessa quinta-feira, Zé Tatuagem foi levado para a Delegacia de Polícia Civil de Amambai, posteriormente encaminhado ao EPAM onde deverá permanecer preso no regime fechado à disposição da Justiça.
Com informações do Gazeta News