Preso em flagrante, o paraguaio confessou que havia conseguido os documentos porque desejava estudar e sentir-se “brasileiro de verdade”. Questionado sobre o motivo de obter um passaporte brasileiro, o infrator disse que queria levar a namorada, grávida, para “conhecer lugares bonitos”. Porém, durante a entrevista, o paraguaio disse que não estudava e recebia menos de um salário mínimo em uma marcenaria, valor insuficiente para viajar para locais distantes.
Para os policiais federais, o real motivo era outro: ele desejaria receber os benefícios sociais que somente um brasileiro poderia solicitar, tais como bolsa-família e aposentadoria, por exemplo. E, sobre o passaporte, acreditam que o documento poderia ser utilizado para o tráfico internacional de drogas, armas ou de pessoas. R.D.L. foi preso e está sob custódia da PF em Ponta Porã.
Segundo a PF, testemunhas que assinarem falsas declarações para que outras pessoas obtenham documentos no Brasil também estão cometendo crime e serão processadas. Caso as testemunhas já possuam registro de permanência no País, poderão perdê-lo.