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Federal envolvido em morte de militar permanece de licença médica

10 de maio 2012 - 19h52 Por Redação Douranews
Federal envolvido em morte de militar permanece de licença médica

A ACS (Associação de Cabos e Soldados da PM e do Corpo de Bombeiros Militar) realizou terça-feira (8), a missa de um ano da morte do policial militar Sandro Álvares Morel, que foi morto em troca de tiros com o policial federal Leonardo de Lima Pacheco, no dia 8 maio do ano passado em Dourados, mas ainda aguarda o desfecho dos procedimentos instaurados para apurar responsabilidades no episódio.

De acordo com a assessoria de comunicação da Polícia Federal, um procedimento disciplinar será aberto nos próximos dias para avaliar a conduta do policial Pacheco, que permanece em licença médica, na casa de familiares, em Minas Gerais. A PF confirmou que, após o episódio, foi instaurada sindicância investigativa, no âmbito da delegacia da Polícia Federal local e concluiu-se pela abertura do Procedimento Disciplinar. O inquérito policial aberto em consequência do crime, pela Polícia Civil, optou por considerar que as partes não agiram com dolo no incidente que culminou com a morte do PM e o caso foi arquivado.

Segundo Aparecido Lima, diretor da Regional da ACS em Dourados, durante quase sete anos de serviços prestados na área de segurança pública o policial Morel “sempre teve uma conduta exemplar e era um profissional sério e dedicado”. Em novembro do ano passado, o PM morto foi promovido a graduação de cabo por ato de bravura. Esta semana, a Câmara de Vereadores também aprovou um nome de rua para o policial.

Crime

O episódio que culminou com a morte de Morel começou quando o federal mantinha um bate papo com uma guarda municipal de Dourados, de 44 anos, pela internet, no domingo do dia das mães do ano passado. O PF marcou um encontro com a guarda em seu apartamento. A mulher pediu drogas para realizar o encontro, o que foi prontamente aceito pelo policial. A guarda municipal levou dois policiais militares para fazer o flagrante do encontro com o suposto traficante.

Leonardo e o PM José Pereira de Souza, de 29 anos, foram baleados após uma troca de tiros que resultou na morte do policial militar Sandro Alvares Morel. Durante a perícia e as investigações, a polícia não encontrou droga ou qualquer outro indício de tráfico no apartamento do policial federal.