Um balanço divulgado ontem (31) pela Sejusp (Secretaria estadual de Justiça e Segurança Pública), através do DOF (Departamento de Operações de Fronteira), da operação denominada “Copo Sujo”, mostra que até o momento 1.639 veículos foram vistoriados e um total de 3.403 pessoas abordadas. A operação foi realizada na região do polo Ponta Porã por meio do GGI-F (Gabinete de Gestão Integrada de Fronteira).
As estatísticas apontam ainda dois veículos recuperados, cinco mandados de prisão cumpridos, 12 armas de fogo apreendidas, dentre elas um fuzil sete milímetros e uma submetralhadora de nove milímetros, bem como 100 munições de diferentes calibres recolhidas durante as ações policiais.
Com o objetivo de combater o tráfico de drogas e armas na fronteira do Brasil com o Paraguai os policiais prenderam 19 pessoas em flagrante delito. Vinte e quatro motos foram apreendidas e 1.102 kg de maconha foram interceptados na região de fronteira. Os números revelam ainda 22 peças de madeira cerrada, da espécie Ipê, recuperadas pelos policiais que também apreenderam porções de crack e pasta base de cocaína. Mais de 240 veículos foram removidos, 87 autos de infração foram aplicados, duas Carteiras de Habilitação foram apreendidas e 11 Certificados de Registro e Licenciamento de Veículo foram recolhidos.
Para o diretor do Departamento de Operação de Fronteira, coronel da Polícia Militar Edilson Osnei Nazareth Duarte, esta é a primeira vez que todos os órgãos de segurança pública e de defesa territorial se reúnem para executar uma ação específica, engajados em um objetivo comum, que visa reduzir a criminalidade na faixa de fronteira, especialmente em Ponta Porã, que faz fronteira seca com o Paraguai. “O fluxo do transporte entre estas duas cidades traz a facilidade da condução de produtos ilegais como drogas, contrabando, medicamentos para o Estado”, lembra o comandante.
Segundo o coronel Duarte, a operação não tem data definida para terminar. “O contingente policial estará nesta região até cumprir o objetivo final que é a identificação e prisão de todos os elementos criminosos que estão estabelecidos na região da fronteira e principalmente no estado de Mato Grosso do Sul”, enfatiza.