A presença de tropas das Forças Armadas na região, em função da operação Ágata 5, deflagrada no começo da semana passada, vem inibindo as quadrilhas de criminosos que agiam na faixa de fronteira do Brasil com o Uruguai, Argentina, Paraguai e Bolívia, em uma área de aproximadamente 3.900 km.
De acordo com levantamento parcial do comando da operação, essas ações tem contribuído para reduzir significativamente o volume de apreensão de drogas, contrabando e descaminho de produtos.
A operação faz parte do PEF (Plano Estratégico de Fronteiras), criado no mês de junho por meio de decreto da presidente Dilma Rousseff, e tem por finalidade assegurar a presença do Estado numa área de fronteira de 16.800 km, ligando os dois extremos, do sul no Chuí/RS) ao norte do País, em Oiapoque/AP.
O decreto atribui ao Ministério da Defesa a execução da operação que conta com as diretrizes do EMCFA (Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, envolvendo 17 mil militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, com apoio de oito ministérios e 25 agências reguladoras ou organismos federais, estaduais e municipais.
Aviões Super Tucano, helicópteros, radares, navios-patrulha, lanchas, blindados e armamento que permitem, por exemplo, enfrentar desde situações mais corriqueiras até mesmo destruição de pistas sem autorização ou localização de refinarias de entorpecente, foram incorporadas à operação, conforme informa a assessoria do Ministério da Defesa.