Uma operação da Subsecretaria de Inteligência do Rio de Janeiro, deflagrada na manhã desta quarta-feira (29), busca acabar com uma organização criminosa que domina o jogo do bicho na região da Central do Brasil, em partes do Centro e no bairro de São Cristóvão, na capital. Além da prisão de 15 contraventores, os agentes buscam prender nove policiais, civis e militares, cinco deles na ativa, todos envolvidos no esquema que pagava propina de até R$ 30 mil por mês.
Segundo a Secretaria de Segurança do Estado, a Operação Catedral é resultado de sete meses de investigação. Ao todo, foram expedidos 24 mandados de prisão e 30 mandados de busca e apreensão. Um dos locais onde a polícia cumpre os mandados é a Central de Apuração de Resultados do Jogo do Bicho, na rua Senador Dantas, centro do Rio. Os presos serão indiciados e denunciados por exploração do jogo do bicho, formação de quadrilha armada, corrupção ativa e passiva e violação de sigilo funcional.
Os policiais envolvidos no esquema possuem patente: o capitão chefe do Serviço Reservado do 5º Batalhão da PM; o chefe do Setor de Investigações da 4ª Delegacia Policial; além de dois sargentos da PM que são supervisores de graduados da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) do Morro da Providência. Entre os procurados, também está o bicheiro Evandro Machado dos Santos, conhecido como Bedeu e seu filho Alessandro Ferreira dos Santos.
Funcionamento da organização
De acordo com as investigações, o grupo comandado por Bedeu detinha o domínio do jogo do bicho em grande parte do Centro (Central, ruas Uruguaiana e Rosário e largo da Carioca) e de São Cristóvão, comprovando a divisão territorial existente entre os diversos grupos integrantes da chamada "máfia da contravenção" na cidade do Rio de Janeiro.
As investigações comprovaram que o esquema contava com uma complexa rede de integrantes de uma estrutura de divisão de tarefas bem montada. Funcionando como uma empresa do crime, a organização tinha divisões financeira e administrativa e assessoria jurídica externa, afirma a Subsecretaria de Inteligência. Com um faturamento mensal em torno de R$ 170 mil, a organização fazia pagamentos de cerca de R$ 30 mil em propinas para os policiais civis e militares envolvidos. Com informações do Terra