Uma advogada de 35 anos foi assassinada a tiros na madrugada de ontem (10), enquanto conversava com amigos no pátio de um posto de combustível, em Araçatuba, no interior de São Paulo. Priscilla Soraia Dib, que atuava na área criminal, chegou a ser presa em 2011 e respondia a processo por formação de quadrilha e por passar informações privilegiadas para a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).
O crime aconteceu por volta da 1h30 da manhã, quando Priscilla estava sentada na traseira de sua caminhonete, uma Hilux, quando dois homens chegaram de moto e um deles desceu atirando com uma pistola 380. Segundo a Polícia, trata-se de crime de execução. Priscilla deixa uma filha pequena.
No momento dos tiros, dezenas de jovens estavam reunidos no pátio do posto Malibu, no cruzamento das avenidas Marcílio Dias e João Arruda Brasil, quando a moto estacionou com a dupla. Ao ouvir os disparos, os jovens iniciaram uma correria, tentando se proteger dos tiros. Priscilla foi atingida no rosto, na nuca, no peito, nas pernas e nádegas, informou um dos PMs que participaram da ocorrência.
O serviço do Copom da Polícia Militar foi acionado, mas quando os PMs chegaram no local, a advogada já estava morta, na carroceria da caminhonete. A polícia ainda não identificou os autores do assassinato, que fugiram na moto após o crime. Testemunhas disseram que Priscila conversava com conhecidos quando foi surpreendida pelos criminosos. A polícia já ouviu testemunhas para tentar identificar os autores da execução.
A advogada foi presa em setembro de 2011, na operação Anaconda, realizada em conjunto entre os promotores do Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado) e as polícias Civil e Militar. Ela ficou presa preventivamente até novembro daquele ano, quando foi libertada, mas ainda respondia processo em liberdade. Com informações do Terra