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Entidades questionam omissão da Polícia em morte de detenta

26 de novembro 2012 - 14h14 Por Redação Douranews
Entidades questionam omissão da Polícia em morte de detenta

Entidades que dizem representar o movimento feminista e de mulheres através do Comitê Estadual em Defesa da Lei Maria da Penha em Mato Grosso do Sul divulgaram sexta-feira (23), um manifesto de repúdio condenando o que classificam de ‘barbárie’ ocorrida em uma das celas do 1º DP (Distrito Policial) de Dourados que culminou com a morte da interna Joseli Ribeiro Bernardes, de 27 anos, presa quarta-feira (21) sob a acusação de envolvimento no estupro da filha de 11 anos.

“A nossa indignação diz respeito à brutalidade, ao espancamento que segundo os sites de notícias do estado durou cerca de uma hora e meia e ninguém, nenhum agente da polícia viu ou ouviu os pedidos de clemência. Não nos cabe aqui julgar se a mulher que foi cruelmente assassinada era culpada ou não dos abusos cometidos contra sua filha e sim exigir esclarecimento dos fatos e a punição dos culpados no que consideramos total ausência de segurança numa cela”, diz o documento.

O manifesto lembra que o assassinato de mulheres figura em 5º lugar no ranking nacional e Dourados está em segundo lugar no Estado nessa questão, conforme os dados do Programa Viva Mulher do Município.

“Após uma semana da vinda da CPMI da Violência contra a Mulher ao MS, nos deparamos com essa situação estarrecedora, de extrema violência”, sustentam as entidades, exigindo punição aos culpados e esclarecimentos sobre as circunstâncias em que ocorreu “tamanha omissão e a total negação do Estado em relação aos Direitos Humanos da vítima”.

O Comitê, formado por entidades ligadas à questão feminina e feminista, e com apoio de núcleos específicos do PT e do PPS, quer saber, ainda, em que circunstância foi feita a prisão da mulher. “Será que não foi arbitrária?”, suspeita. “Está comprovado o abuso?”, questiona, perguntando também se a mulher, assassinada na cadeia, chegou a ser atendida, antes, junto com a filha que seria a vítima de estupro, pelo Creas (Centro de Referência da Assistência Social) na cidade e se o Conselho Tutelar acompanhou o caso.