As câmeras de segurança do 1º DP (Distrito Policia) de Dourados estão estragadas há quase quatro meses e, por conta disso, o delegado regional Antônio Carlos Videira admitiu ontem (26), ao jornal Diário MS, que os policiais não tem o registro gravado dos conflitos ocorridos em uma das celas e que culminaram com a morte da detenta Joseli Ribeiro Bernardes, de 27 anos, espancada por companheiras dentro de uma das celas da delegacia na noite de quinta-feira (22) passada.
Segundo o delegado regional, os equipamentos já vinham apresentando defeitos anteriormente, mas desde julho deste ano todo o sistema de monitoramento por vídeo da delegacia deixou de funcionar. “Nós já fizemos a solicitação e agora aguardamos a vinda dos técnicos”, afirmou Videira, informando que são necessários pelo menos R$ 5 mil para reparar o sistema. “A informação da Sejusp (Secretaria estadual de Justiça e Segurança Pública) é de que existe um processo licitatório para a contratação de uma prestadora de serviço e foi dada prioridade para a nossa delegacia, mas não existe previsão de quando será feito o reparo”, comentou ele com o jornal.
Protesto
O Comitê Estadual de Defesa da Lei Maria da Penha no Estado emitiu ontem uma nota de repúdio às “Autoridades Responsáveis pela Segurança Pública”, devido à morte da detenta.
“A nossa indignação diz respeito à brutalidade, ao espancamento que segundo os sites de notícias do estado durou cerca de uma hora e meia e ninguém, nenhum agente da polícia viu ou ouviu os pedidos de clemência. Não nos cabe aqui julgar se a mulher que foi cruelmente assassinada era culpada ou não dos abusos cometidos contra sua filha e sim exigir esclarecimento dos fatos e a punição dos culpados no que consideramos total ausência de segurança numa cela”, diz um dos trechos do documento.