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Fuga do ‘maníaco da cruz’ se transforma em disputa judicial

12 de março 2013 - 12h54 Por Redação Douranews
Fuga do ‘maníaco da cruz’ se transforma em disputa judicial

A Justiça de Mato Grosso do Sul expediu mandado de busca e apreensão contra o jovem conhecido como ‘maníaco da cruz’ para que ele retorne a uma Unei (Unidade Educacional de Internação). Ele fugiu da unidade de Ponta Porã no dia 3 deste mês e até agora não foi localizado.

O delegado titular da 1ª Delegacia do município, Clemir Vieira, afirmou que já tem o mandado e agora vai intensificar as buscas no sentido de tentar encontrar o rapaz. Dionathan Celestrino hoje tem 21 anos.

Aos 16 anos, o rapaz matou três pessoas na cidade de Rio Brilhante, a 160 km de Campo Grande. Segundo informações da Polícia Civil, investigações apontaram que as vítimas eram obrigadas a responder a uma série de perguntas sobre o comportamento sexual delas. O jovem então assassinava aquelas que ele julgava impuras. Após o crime, os corpos eram colocados em sinal de crucificação.

De acordo com a promotora Patrícia Almirão, titular da segunda promotoria de Ponta Porã, no processo contra o maníaco, há a determinação de interdição com internação compulsória. “Nesse processo existe um mandado para retornar a uma Unei enquanto não tem uma clínica”, disse ela. Em março do ano passado, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul determinou que o ‘maníaco’ fosse para uma clínica psiquiátrica, com base em laudo que atesta que ele não tem condições de voltar à sociedade e ainda poderia matar.

A promotora Fabrícia Lima, da Promotoria da Infância e Juventude de Dourados, divulgou ontem (11) uma foto atualizada do rapaz, que é considerado perigoso e oferece risco à sociedade, segundo ela. O superintendente de Assistência Socioeducativa, Hilton Villasanti, afirmou que desconhece a existência do mandado. Disse ainda que o jovem pode aguardar em outro lugar uma vaga numa clínica de internação. “Ele frequentou aulas na nossa unidade, concluiu ensino fundamental, fez o Encceja [Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos], então, a unidade cumpriu seu papel com ele. Não existe mais razão para que ele fique na Unei”, disse.

Na opinião do desembargador Júlio Roberto Siqueira, relator do processo que determinou a internação do jovem, não há fato criminal que possa fazer o rapaz voltar a uma Unei. Ele também afirmou que a fuga não o caracteriza como procurado. Com informações do G1