O delegado Marcelo Batistela, do 1º. DP (Distrito Policial) de Dourados, concluiu ontem (22) o inquérito que apura as causas da morte do produtor rural e policial aposentado Arnaldo Alves Ferreira, de 68 anos, em Douradina. A vítima foi torturada e morta durante confronto com índios, no final da tarde de sexta-feira (12), na região conhecida como Lagoa Rica.
De acordo com o delegado, além do índio João da Silva, de 51 anos, outras sete pessoas foram relacionadas e a lista será agora encaminhada para o MPE (Ministério Público do Estado) de Mato Grosso do Sul. Batistela confirmou que dias antes do conflito com indígenas, a vítima havia registrado boletim de ocorrência na delegacia de Douradina denunciando invasão da propriedade por parte dos índios da região.
Os envolvidos no conflito que resultou na morte do produtor e policial foram indiciados por homicídio qualificado, tortura e impossibilidade de defesa. Segundo o delegado, as testemunhas do indígena João da Silva tentaram inverter a situação, afirmando que o produtor rural, que possui sitio vizinho da aldeia, havia feito disparos de arma de fogo contra os índios.