Uma ação da PF (Polícia Federal) contra o roubo de cargas nas estradas brasileiras prendeu pelo menos 23 pessoas na manhã desta quinta-feira (6) onde são cumpridos 35 mandados de prisão em sete estados.
Foram presas 13 pessoas em Goiás, três em São Paulo, cinco no Pará, uma no Ceará e uma em Minas Gerais. Ao todo, a Operação Piratas do Asfalto busca cumprir 30 preventivas e cinco temporárias, além de 40 mandados de busca e apreensão.
Cerca de 200 policiais participam da ação, que recebeu o nome em referência à maneira como a quadrilha atuava, que lembra a atuação de piratas. As investigações começaram em fevereiro do ano passado, em Tocantins, e permitiram às equipes de policiais identificar a rotina da quadrilha especializada, que atuava na Bahia, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Pará, Tocantins e São Paulo.
A Polícia Federal estima que o grupo tenha causado um prejuízo estimado de R$ 50 milhões durante o período investigado. De acordo com a polícia, a quadrilha atuava de forma bastante violenta, abordando os caminhões ainda em movimento, realizando “emboscadas” e sequestrando os motoristas. Eles também contavam com a cumplicidade de alguns caminhoneiros, que desviavam os produtos para, posteriormente, registrarem ocorrências policiais.
Além disso, o grupo usava potentes bloqueadores de celulares [os chamados jammers] para evitar o rastreamento dos caminhões e da carga roubada. A Polícia Federal investiga ainda a possível participação de funcionários das empresas de monitoramento e segurança eletrônica no esquema criminoso.
Durante a apuração, a PF monitorou 17 casos de roubo de cargas, algumas avaliadas em mais de R$ 1 milhão. Os integrantes não faziam distinção dos produtos, roubando desde gêneros alimentícios e eletrônicos a materiais de construção.
Somente em máquinas agrícolas, a polícia recuperou um total aproximado de R$ 3,6 milhões. Neste período, os policiais também realizaram 12 prisões em flagrante. Os envolvidos serão investigados pela prática dos crimes de formação de quadrilha, furto qualificado, roubo, receptação qualificada e falsa comunicação de crime, entre outros. Com informações do Terra.