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Dossiê deixado por delegado assassinado será investigado

01 de julho 2013 - 19h52 Por Redação Douranews
Dossiê deixado por delegado assassinado será investigado

O delegado titular da DEH (Delegacia de Homicídios), Edilson dos Santos, que investiga o assassinato do delegado de polícia aposentado Paulo Magalhães, de 57 anos, morto com cinco tiros na terça-feira (25) passada, vai requisitar o dossiê contendo denúncias que teriam sido formuladas pela vítima, inclusive com o conhecimento do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

Várias testemunhas do crime já foram ouvidas, mas a maioria dos depoimentos não ajudou nas investigações. “Muita gente já foi ouvida, mas as pessoas dizem que não viram. Alguns pais que estavam em frente à escola não se lembram do momento do crime. Alguns estavam de costas ou dentro do carro”, informou. Na verdade, as pessoas procuram evitar envolvimento com episódios dessa natureza.

As imagens do circuito interno de segurança de uma loja de roupas em frente ao local onde o delegado foi assassinado devem ser divulgadas amanhã, segundo Edilson.

Um dos amigos de Paulo, que preferiu não se identificar, disse, no dia do velório, que o delegado aposentado teria deixado 11 dossiês com amigos, inclusive fora do Estado. Os documentos contém informações sobre denúncias apuradas pelo delegado aposentado.

Segundo o amigo de Paulo, ele temia ser morto e queria evitar que as denúncias acabassem se perdendo com sua morte.

Paulo foi morto em frente à escola da filha, na rua Alagoas, em Campo Grande. Entre várias investigações, o delegado chegou a publicar um livro que denunciava a instalação de câmeras clandestinas no presídio federal.

O livro “Conspiração Federal”, censurado após a publicação, mostra depoimentos de cinco agentes penitenciários denuncindo a existência da gravação de encontros íntimos dos presos e inúmeras outras irregularidades no local, a mando de juiz federal. As informações são do Campograndenews