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Dourados ocupa posição 94 no ranking de homicídios de jovens no Brasil

18 de julho 2013 - 13h03 Por Redação Douranews
Dourados ocupa posição 94 no ranking de homicídios de jovens no Brasil

Dourados lidera o ranking de homicídios de jovens no Estado nas últimas três décadas e ocupa a posição 94 no quadro nacional, conforme os dados apurados pelo Mapa da Violência 2013: Homicídio e Juventude no Brasil, publicado hoje (18) pelo Cebela (Centro de Estudos Latino-Americanos), com dados do SIM (Subsistema de Informação sobre Mortalidade), do Ministério da Saúde. Confira abaixo os números dos cinco primeiros municípios de Mato Grosso do Sul:

 

Município

UF

População

n. Homicídios

Taxa

Posição

2011

2009

2010

2011

2011

Estad.

Nac.

Dourados

MS

37.044

34

37

35

94,5

1

94

Três Lagoas

MS

18.596

19

8

10

53,8

2

235

Ponta Porã

MS

14.664

12

9

6

40,9

3

292

Corumbá

MS

19.562

11

11

8

40,9

4

293

Campo Grande

MS

146.143

94

53

58

39,7

5

301

Entre 1980 e 2011, as mortes não naturais e violentas de jovens, como acidentes, homicídio ou suicídio, cresceram 207,9%. Se forem considerados só os homicídios, o aumento chega a 326,1%. Dos cerca de 34,5 milhões de pessoas entre 14 e 25 anos, em 2011, 73,2% morreram de forma violenta. Na década de 1980, o percentual era 52,9%.

Veja o mapa nacional

“Hoje, com grande pesar, vemos que os motivos ainda existem e subsistem, apesar de reconhecer os avanços realizados em diversas áreas. Contudo, são avanços ainda insuficientes diante da magnitude do problema”, conclui o estudo.

O homicídio é a principal causa de mortes não naturais e violentas entre os jovens. A cada 100 mil jovens, 53,4 foram assassinados, em 2011. Os crimes foram praticados contra pessoas entre 14 e 25 anos. Os acidentes com algum tipo de meio de transporte, como carros ou motos, foram responsáveis por 27,7 mortes no mesmo ano.

Segundo o mapa, o aumento da violência entre pessoas dessa faixa etária demonstra a omissão da sociedade e do Poder Público em relação aos jovens, especialmente os que moram nos chamados polos de concentração de mortes, no interior de estados mais desenvolvidos; em zonas periféricas, de fronteira e de turismo predatório; em áreas com domínio territorial de quadrilhas, milícias ou de tráfico de drogas. Com informações da Agência Brasil