Buscar quarta-feira, 2 de setembro de 2026
(67) 99913-8196
Dourados
15°C
Polícia

Arma em família: Garoto que matou pais queria 'ser matador'

06 de agosto 2013 - 21h45 Por Redação Douranews
Arma em família: Garoto que matou pais queria 'ser matador'

A Polícia Civil de São Paulo dá como "praticamente certa" a hipótese de que o casal de policiais militares Luis Marcelo, de 40 anos e Andreia Regina Bovo Pesseghini, de 35 anos, foram mortos pelo filho, Marcelo Eduardo, de 13 anos, que teria cometido suicídio posteriormente. Segundo o delegado Itagiba Franco, do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), o adolescente vinha externando a um amigo um plano de fugir de casa e se tornar um "matador de aluguel".

Além dos três, também foram mortas Benedita Oliveira Bovo, de 65 anos e Bernardete Oliveira da Silva, de 55 anos, respectivamente, avó e tia-avó do adolescente. "Pelo que apuramos, parece que está se comprovando e tudo leva a crer que o filho, Marcelo, foi o autor da morte dos pais e dos parentes próximos", disse Franco.

O delegado citou o depoimento de um dos colegas de Marcelo, que relatou à polícia os planos do adolescente. "O garoto afirmou: (Marcelo) sempre me chamou para fugir de casa, queria ser matador de aluguel. Tinha um plano: matar os pais de noite, quando ninguém soubesse, e fugir com o carro dos pais e morar em um lugar abandonado", afirmou o delegado, a partir dos depoimentos colhidos.

"Lamentavelmente, é um drama familiar, no nosso entender", disse o delegado, relatando que o colega que prestou o depoimento é apontado como o único amigo próximo de Marcelo. Questionado sobre as motivações para o crime, Franco respondeu: "vai saber o que se passava na cabeça dele?".

Ao final da entrevista, conforme o portal Terra, o delegado foi questionado, na condição de pai e avô, que orientação ele passaria a outros policiais em relação à exposição de suas famílias ao uso de armas de fogo. "Orientação, conversa, são as bases ideais para isso. Quem é policial, sabe. Sofremos pra caramba para manter uma arma distante de filho, de esposa, de qualquer pessoa ligada a nós. É ocultar a arma, deixar num local escondido, mas eu acho que a principal é conversar e orientar", sugeriu.