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São Paulo ameaça punir policiais por ligações com o PCC

13 de outubro 2013 - 13h45 Por Redação Douranews
São Paulo ameaça punir policiais por ligações com o PCC

Para combater os policiais corruptos, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo quer ter acesso aos dados e áudios recolhidos pelo MPE (Ministério Público Estadual) durante a investigação sobre as atividades do PCC (Primeiro Comando da Capital), facção criminosa que age a partir dos maiores presídios do País. As interceptações telefônicas mostram extorsões feitas por policiais civis e militares contra bandidos importantes da facção, que são sequestrados e mantidos em cárcere em delegacias.

Até mesmo parte do material apreendido na investigação do MPE era colocada à venda aos criminosos. "Temos inúmeras investigações em andamento. Aguardamos que o Ministério Público compartilhe conosco as provas para que possamos tomar providências", afirmou o secretário da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira ao jornal O Estado de S. Paulo. 

Ao todo, 175 integrantes do PCC foram denunciados. Em um dos grampos mais graves, agentes do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) são flagrados oferecendo arquivos de computadores e pen drives apreendidos na operação que terminou com a morte de Ilson Rodrigues de Oliveira, o Teia, em 2011.Na chácara em que ele estava, policiais da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) mataram três acusados e prenderam outros cinco. Computadores com documentos da facção, uma metralhadora, um fuzil e duas pistolas foram levados para a sede do Deic.

Em outro caso, policiais pedem R$ 300 mil para soltar um dos integrantes da facção conhecido como Jogador, mas aceitaram libertá-lo por R$ 130 mil pagos em duas parcelas. Para evitar uma nova onda de ataques, o governo espera que os chefes do bando sejam enviados por um ano para o RDD (Regime Disciplinar Diferenciado), onde permanecem isolados dos demais. Além disso, recorrerá a bloqueio dos sinais de celulares nos principais presídios dominados pelos bandidos, um investimento de R$ 30 milhões em 23 penitenciárias, segundo a reportagem, reproduzida pelo Terra.