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PM confirma que pedreiro Amarildo foi morto afogado por policiais

19 de outubro 2013 - 13h58 Por Redação Douranews
PM confirma que pedreiro Amarildo foi morto afogado por policiais

Um terceiro policial militar ouvido nesta sexta-feira (18) pelos promotores do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público no Rio de Janeiro, que investiga o ‘caso Amarildo’, confirmou as informações dadas por um colega sobre os detalhes da tortura a que o ajudante de pedreiro foi submetido em julho, antes de morrer.

Por conta das novas informações, mais 10 PMs devem ser denunciados. Alguns deles por crimes de tortura seguida de morte e ocultação de cadáver, outros por omissão de socorro. Nos próximos dias, o Ministério Público deve oferecer nova denúncia.

Ex-comandante da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da Rocinha, o major Edson Santos foi transferido, nesta sexta-feira, para o presídio de Bangu 8, na Zona Oeste do Rio. A decisão da Justiça do Rio de Janeiro atendeu a um pedido do Ministério Público, conforme mostrou o jornal RJTV da Rede Globo.

Capa de moto

O policial militar que prestou depoimento no MP sobre o desaparecimento do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza disse que a capa da motocicleta usada para esconder o corpo do ajudante de pedreiro e retirá-lo da favela após a tortura, pertencia ao major Edson Santos, ex-comandante da UPP da Rocinha.

Ainda segundo o policial, durante a tortura o ajudante de pedreiro teria sido afogado dentro de um balde que ficava ao lado da UPP.  O recipiente servia para armazenar a água que escorria do ar-condicionado do contêiner. O ajudante de pedreiro ainda teria sido submetido a choques. Em depoimento, o policial também disse que os envolvidos prejudicaram o trabalho da polícia. Um dia depois do desaparecimento de Amarildo, o local foi limpo e todos os vestígios de sangue apagados. Dois dias depois da tortura eles também teriam jogado óleo no piso e construído um depósito no local.

Entenda o caso

Amarildo sumiu após ser levado à sede da UPP da Rocinha, onde passou por uma averiguação. Após esse processo, segundo a versão dos PMs que estavam com Amarildo no dia 14 de julho, eles ainda passaram por vários pontos da cidade do Rio antes de voltarem à sede da Unidade de Polícia Pacificadora, onde as câmeras de segurança mostram as últimas imagens de Amarildo, que, segundo os policiais, teria deixado o local sozinho. As informações são do G1