Interceptações telefônicas, em que presos repassavam cinco endereços de policiais que poderiam ser “atacados” no Estado, por integrantes de uma facção criminosa denominada PCC (Primeiro Comando da Capital), deixaram em alerta as forças de segurança desde ontem (31) em Mato Grosso do Sul. Uma reunião com a cúpula da Segurança definiu as estratégias de atuação para o final de ano.
Dos endereços apurados, quatro seriam de policiais militares e um de policial civil. No entanto, duas localizações estavam erradas e uma delas correta, onde residem ao menos seis policiais, conforme um dos servidores alertados. Segundo o responsável pela chefia da PM2 (Setor de Inteligência da Polícia Militar), major Franco Alan Amorim, os policiais foram orientados para “redobrar as atenções”.
A intenção dos bandidos seria “marcar” o dia 31 de outubro, conhecido como o “Dia das Bruxas”. Além de policiais, eles ainda citaram agentes penitenciários como possíveis vítimas. A investigação apontou também que dois integrantes viriam de Mundo Novo, outro de Ribas do Rio Pardo e três residentes em Campo Grande teriam sido ‘escalados’ para cometer os crimes. O alerta também vale para Dourados.
Operação Blecaute
Em maio deste ano, após três meses de investigações comandadas pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), em parceria com a Polícia Militar, a instituição identificou o funcionamento do PCC (Primeiro Comando da Capital) em Mato Grosso do Sul.
Dos 55 mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça, 43 deles foram cumpridos. Os mandados dizem respeito a presos que foram remanejados entre os presídios. Outros seis novos mandados de prisão foram cumpridos em Campo Grande. As investigações tiveram início no mês de março, quando o policial militar aposentado Otacílio Pereira de Oliveira, de 60 anos, foi morto em Três Lagoas. Com informações do Campograndenews