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Candidatos tentam fraudar vestibular com ponto eletrônico em Campo Grande

11 de novembro 2013 - 11h00 Por Redação Douranews
Candidatos tentam fraudar vestibular com ponto eletrônico em Campo Grande

Um grupo de 23 pessoas foi detido na manhã deste domingo (10), suspeito de tentar fraudar a prova do vestibular para o curso de Medicina da Universidade Anhanguera/Uniderp, em Campo Grande. Eles usavam com pontos eletrônicos, entre outros dispositivos para se comunicarem entre si, escondidos na roupa. Entre os detidos, um adolescente de 17 anos. Os outros 22 têm idades entre 18 e 27 anos, segundo o jornal Campograndenews.

Professores e alunos do curso de Medicina da faculdade participaram da fiscalização. Após duas horas de prova, quando as primeiras pessoas começaram a sair, os portões foram fechados o que obrigou todos a passarem pelo exame de otoscopia, que avalia visualmente o canal auditivo externo e do tímpano, teste efetuado com a ajuda de instrumentos específicos, como os usados para detectar doenças auditivas.

De acordo com o coordenador de planejamento de curso, Antônio Carlos Carbonaro Salles, o esquema de fiscalização foi proposto por professores que vêm ao longo dos anos questionando o rendimento dos alunos no curso. “Muitos alunos não apresentavam um bom desempenho depois que ingressavam. Então propusemos um sistema de fiscalização para saber se as pessoas que faziam as provas eram as mesmas que ingressavam no curso ou se utilizavam esquema. Ele foi aceito pela faculdade, tanto que um segundo edital foi publicado”, revelou.

Através de uma foto tirada de cada candidato ao entrar na sala, também será possível comparar depois, durante a matrícula, se o aluno é o mesmo que fez a prova. Isso evita que pessoas sejam contratadas para realizar o vestibular no lugar de futuros acadêmicos, segundo os coordenadores da prova.

Segundo o professor Antônio Carlos, alguns candidatos teriam pago antecipadamente até R$ 12 mil para participar do esquema. “Eles contratam pessoas que são boas em cada área. Elas entram, fazem a parte deles rapidamente e quando marcam as duas horas, saem e repassam o gabarito a um central que redistribui aos candidatos”, explica. A Universidade divulgou nota repudiando a conduta dos fraudadores.

Em depoimento, os alunos informaram que pagaram pelos pontos eletrônicos valores entre R$ 1,8 mil e R$ 5 mil. Os suspeitos foram levados a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Centro, onde o caso será investigado. Eles serão enquadrados por utilizar ou divulgar, indevidamente, com o fim de beneficiar a si ou a outrem ou de comprometer a credibilidade do certame, conteúdo sigiloso como de concursos públicos; avaliação ou exames públicos; processo seletivo para ingresso no ensino superior ou exame ou processo seletivo previsto em lei. A pena pode variar de um a quatro anos de cadeia, e multa.