O promotor de Justiça Humberto Lapa Ferri levantou hoje (21) a hipótese de o crime que resultou na morte do delegado aposentado Paulo Magalhães estar envolvido com o jogo do bicho. O policial foi assassinado a tiros no dia 25 de junho em frente à escola onde a filha estudava, na rua Alagoas, no Jardim dos Estados, em Campo Grande.
De acordo com o promotor, que participou de audiência realizada para apuração dos fatos, “o crime é extremamente complexo e tem uma organização criminosa por trás dele, que pode ter relação com o jogo do bicho”. Para Humberto, agora, é necessário saber quem foi o mandante do assassinato.
Humberto ainda afirmou que a maioria das pessoas banaliza o jogo do bicho e sabe que a prática pode estar envolvida com vários tipos de crimes. “Alguém tem que puxar o gatilho. Eles (mandantes) só vão renovando os pistoleiros”, diz em relação aos idealizadores dos assassinatos.
Audiência
A primeira audiência que escuta os envolvidos na morte de Paulo Magalhães deve ouvir 20 pessoas. Só na manhã, 11 testemunhas de acusação disseram o que sabiam na frente dos réus, de advogados, do promotor de Justiça e do juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Aluizio Pereira dos Santos. Nesta tarde, outras seis serão ouvidas.
O guarda municipal José Moreira Freires, de 40 anos, e o segurança Antônio Benitez Cristaldo, de 37, são acusados de participar do assassinato, sendo que Freires é apontado pela polícia como o pistoleiro. Com informações do Campograndenews