Cerca de 120 policiais federais participam nesta sexta-feira (22) da Operação Citrus, que combate um esquema criminoso responsável pelo desvio de recursos públicos na Funasa (Fundação Nacional de Saúde). Ao todo, foram expedidos 12 mandados de prisão temporária, sete conduções coercitivas (quando a pessoa é obrigada a ir à delegacia prestar depoimento) e 19 de busca e apreensão nos Estados do Amapá, Tocantins, Minas Gerais e Pará e no Distrito Federal.
A ação contou com o apoio do MPF (Ministério Público Federal) e a investigação começou há cinco meses, apurando o desvio de recursos destinados à construção de sistemas de abastecimento de água nos municípios de Laranjal do Jari (AP) e Oiapoque (AP) e foi subsidiada por relatórios de inspeção das obras feitas pela Secretaria de Controle Externo do Tribunal de Contas do Amapá. Os valores dos convênios investigados totalizam cerca de R$ 45 milhões.
De acordo com a Polícia Federal, o esquema criminoso contou com participação de servidores vinculados às prefeituras, à Funasa do Amapá e à empresa responsável pela supervisão da execução dos empreendimentos, composta por "laranjas" em seu quadro societário, que deveriam fiscalizar as obras. Essa empresa, responsável pela supervisão de obras de saneamento básico nos Estados do Amapá, Tocantins e Rondônia, foi contratada pela presidência da Funasa por mais de R$ 7 milhões.
Os serviços determinados e pagos pelas prefeituras de Laranjal do Jari e Oiapoque à empresa, no entanto, não foram efetuados. A PF aponta políticos, empresários da construção civil, engenheiros e servidores públicos entre os responsáveis pelas execuções fraudulentas.
Os acusados responderão pelos crimes de peculato, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. O nome da operação foi dado em razão da cidade de Laranjal do Jari, local da primeira obra investigada. Com informações do Terra