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Além da atual família pedreiro havia encarcerado outras duas

03 de janeiro 2014 - 14h59 Por Redação Douranews, com CGNews
Além da atual família pedreiro havia encarcerado outras duas

O pedreiro Ângelo da Guarda Borges (58), preso por manter a esposa e quatro filhos sob tortura e agressões por 22 anos, também agiu da mesma forma em dois outros relacionamentos.

Quem contou isso foi o filho mais novo do seu primeiro casamento. “Ele trancou a primeira mulher por cinco anos, até ela abandonar o imóvel; a segunda mulher fico presa por mais seis anos~, disse em depoimento.

De acordo com a delegada Rosely Aparecida Molina, responsável pelas investigações afirmou que "foram 11 anos, juntando as duas esposas, que ele agia da mesma maneira. Após isso, ele conheceu a Cira e mantinha o comportamento que todos nós já conhecemos", disse.

Além do cárcere, a filha de 37 anos confessou ter sido estuprada pelo pai quando tinha dez anos. Os abusos ocorreram por cinco anos, conforme confirmou o irmão da vítima. “A conversa dele era a mesma, de que não sairíamos de casa para não nos transformarmos em bandidos”, disse Cláudio de Brito Borges (34).

Nas palavras do filho, o pai seria preso “uma hora ou outra”, principalmente por “aprontado a vida inteira”. Com a oitiva formalizada, diligências, além de colegas de trabalho de Ângelo que já foram intimados, a Polícia pretende finalizar o inquérito nos próximos dez dias.

“Temos os depoimentos e respostas de solicitações, como a dos postos de saúde para saber se a atual mulher fez o pré-natal dos filhos e se eles já obtiveram atendimento médico. Após isso, vamos concluir o inquérito policial”, afirma a delegada.

Ajuda – Com relação à família, mantida por mais de 20 anos em cárcere, conforme a Polícia, a delegada conta que muitas pessoas se sensibilizaram para ajudar as vítimas, tanto Cira quanto os filhos.

“Eles continuam em um abrigo, já fizeram o cartão do SUS (Sistema Único de Saúde), estão recebendo atendimento psicológico e muitas doações de alimentos, roupas e até presentes para as crianças neste período de datas festivas. Já o suspeito permanece preso na 4ª Delegacia de Polícia”, finaliza a delegada.