A PM (Polícia Militar) prendeu no final da tarde de ontem (9), em Fátima do Sul, Rafael London Marques da Silva, de 27 anos, que é apontado como suspeito da morte da empresária Márcia da Costa Moreira, de 34 anos, com quem mantinha relacionamento em Dourados. O corpo dela foi encontrado na manhã desta quinta-feira, enterrado nos fundos de uma quitinete no local indicado pelo ex-companheiro a um advogado. Ele teria confessado o crime, segundo informa o repórter Sidnei Bronka, da rádio FM94.
Rafael estava hospedado em um hotel de Fátima do Sul e teria tentado fugir quando abordado pelos policiais, segundo a reportagem. Mais tarde, o suspeito teria confessado o crime em depoimento na delegacia. Na versão apresentada por ele, a morte de Márcia foi acidental e teria ocorrido na casa do pai, onde funcionava a empresa de venda de marmitas que administravam juntos.
O corpo da empresária Márcia da Costa Moreira, que estava desaparecida há cerca de dois meses, foi encontrado na rua Filinto Müller, no Jardim Márcia, em Dourados. O companheiro dela, principal suspeito do desaparecimento e do crime, disse a princípio que Márcia teria ido embora, para um lugar desconhecido.
A mãe de Márcia, Maria Ribeiro Bueno, de 48 anos, moradora no Paraná, chegou na quarta-feira (8) em Dourados e disse à delegada Magali Leite Pascoal que a filha residia com um filho de 13 anos e o marido Rafael, no centro da cidade. O casal tinha uma pequena empresa que distribuía marmitas na cidade.
Durante depoimento, Maria contou que telefonava para a filha e o telefone vivia desligado. Ela só ficou sabendo do desaparecimento de Márcia depois que recebeu de surpresa, em sua casa, o neto de 13 anos. O garoto, segundo ela, foi colocado num ônibus por uma mulher desconhecida com destino à casa da avó, conforme relata o repórter.
A delegada Magali também ouviu o filho de Márcia, que foi até a delegacia com a avó. O garoto informou que há aproximadamente 60 dias chegou da escola e não encontrou a mãe em casa. Relatou que o padrasto teria informado que Márcia estaria no hospital. Os dias se passaram e o garoto disse que cobrava a presença da mãe e, Rafael, alegou, desta vez, que teria encaminhado a mulher para Campo Grande para passar por uma cirurgia.